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Blockchain na indústria agroalimentar vai valer 371 milhões em 2023

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Autora do artigo: Sara Sousa, Agroop

Hoje, o valor global da Blockchain aplicada à agricultura e à cadeia de distribuição alimentar é à volta de 52,5 milhões de euros. Mas, até 2023, vai aumentar significativamente: a estimativa é que alcance os 371 milhões de euros. Tal representa uma taxa de crescimento anual de 47,8%. Os dados são fruto de um estudo recente da Reportlinker.

Segundo a empresa de estudos de mercado, “a tecnologia Blockchain está a revolucionar os setores agrícola e alimentar ao melhorar as capacidades de decisão das organizações. Segundo a FAO, todos os anos um terço da comida produzida globalmente é desperdiçada. … Este problema pode ser facilmente resolvido por um uso eficiente da rede de Blockchain.”

A Blockchain baseia-se na tecnologia Distributed Ledger Technology (DLT) ou shared ledger. Esta permite que vários elementos numa rede (por exemplo: produtores agrícolas e distribuidores) registem e partilhem informação de forma segura, transparente e rápida. O registo das informações é visível por todos os elementos, que as aprovam ou rejeitam. Quando aprovadas, as informações entram no registo como “blocos” (blocks) e organizadas numa “corrente” (chain) cronológica que não pode ser alterada.

 

Necessidade de transparência será o grande catalisador

Por detrás do crescimento previsto da Blockchain no setor agroalimentar está, essencialmente, uma razão: uma maior necessidade de transparência na cadeia de distribuição.

Cada vez mais, os consumidores exigem saber de onde vêm os produtos que consomem e como são produzidos. A Blockchain permite aos clientes de um supermercado, por exemplo, saber este tipo de dados sobre um produto alimentar ao ler um código de barras com o smartphone.

O “aumento do número de casos de fraude alimentar” também é outro grande motivador do crescimento desta tecnologia.

 

Obstáculos à vista

A aplicação da Blockchain não tem provado ser fácil. Há ainda muita “incerteza nas regulamentações e padrões” e este é o fator que mais restringe o uso mais generalizado desta jovem tecnologia.

Também é um obstáculo relevante a dificuldade demonstrada por muitos membros da indústria agroalimentar em conectarem-se digitalmente, segundo a ReportLinker.

 

América do Norte à frente

Não há dúvidas: a América do Norte – especialmente EUA e Canadá – é a região que vai dominar a Blockchain aplicada à indústria agroalimentar, pelo menos até 2023.

É aqui que têm sido realizados os maiores investimentos no desenvolvimento de novas tecnologias, o que aumenta a probabilidade de a Blockchain ser aplicada primeiro nestes países. Além disso, a região é casa de gigantes da tecnologia, como a IBM, e da alimentação, como o Walmart – empresas que já têm vindo a investir fortemente na Blockchain aplicada à cadeia de distribuição alimentar.

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