Principais pragas e doenças das macieiras, pereiras e nespereiras: medidas preventivas

Avisos agrícolas para as pomóideas: principais problemas

Este artigo foi  adaptado da  Circular nº 01 d2019, da Estação de Avisos de EntrDouro e Minho e diz respeito aos cuidados que deve ter com os principais problemas fitossanitários das pomóideas(macieiras, pereiras, nespereiras e outros). Esta circular, bem como edições anteriores, pode também ser consultada descarregada em: 

1 – www.drapn.pt

Fitossanidade > Avisos Agrícolas > EntrDouro e Minho

2 –  http://snaa.dgav.pt/

estaçõede avisos > Estação de Avisos de Entre Douro e Minho.

Pomóideas (macieiras, pereiras, nespereiras, etc)

Cancro europeu da macieira

Medidas preventivas

  •  Eliminar os ramos secos que apresentem feridas de cancro, de modo a evitar a disseminação da doença.
  • A lenha resultante destas operações deve ser retirada do pomar e queimada ou guardada em lugar seco e abrigado da chuva, caso se destine a consumo doméstico (Quadro 2).
  • Na instalação de pomares novos, preferir as variedades e porta-enxertos menos sensíveis ao cancro europeu (Quadro 4).

Consulte a aqui a Ficha Divulgação nº 04/2012

Pedrado das macieiras(Venturia inaequalis)

Não aplique caldas fungicidas nesta fase do repouso vegetativo, pois são de efeito nulo ou muito reduzido.
Um tratamento preventivo de fim de inverno, poderá vir a ser feito o mais próximo possível do início da rebentação, com um produto à base de cobre, em pomares ou árvores de maior sensibilidade ao pedrado.
Se planeia instalar um pomar novo ou substituir algumas árvores, pode dar preferência a variedades e a porta-enxertos menos sensíveis ao pedrado (Quadros 4 e 5).

Consulte a aqui a Ficha Técnica Nº 41 (II Série)

Pedrado da nespereira do Japão  (Fusicladium eriobotryae)

Os frutos estão já vingados. Em condições de chuva, são muito sensíveis ao pedrado. A partir desta fase, nas variedades que costumam ser alvo de grandes ataques de pedrado, deverão ser feitos tratamentos com produtos à base de cobre até ao engrossamento dos frutos, apenas prevendo-se períodos chuvosos e húmidos. O tratamento deve ser renovado à medida que a calda for lavada pelas chuvas (20 a 25 mm).

Aranhiço vermelho nas macieiras (Panonychus ulmi)

Estimativa de risco

Até ao início de março, é possível proceder à estimativa do risco de ataques de primavera de aranhiço vermelho, na perspetiva e na prática da Proteção Integrada.

Procedimento

Há que ter em conta que uma limitação duradoura das populações de aranhiço vermelho só pode ser conseguida com a prática de uma proteção racional (integrada) contra os outros principais inimigos da cultura da macieira. Assim, deve ser tomado um conjunto de medidas simultâneas:

  • Na luta contra as doenças, utilizar fungicidas que tenham efeito repulsivo sobre os ácaros (por ex., enxofre…).
  • No controlo do bichado, utilizar meios de luta mais específicos contra esta praga (confusão sexual, vírus da granulose, Bacillus thuringiensis,…).
  • Reduzir ao mínimo a aplicação de inseticidas contra afídios e outras pragas.
  • Ponderar muito bem as aplicações de acaricidas, no caso de necessidade de intervenção direta contra o aranhiço vermelho (risco ou presença de populações muito elevadas).
  • Ter em conta as práticas que possam poupar os insetos auxiliares e contribuir para a sua manutenção e expansão no pomar. Insetos e ácaros auxiliares têm uma ação fundamental no controlo do aranhiço vermelho, mantendo-o em níveis toleráveis.

Retirada de lenha de poda e de abate de árvores mortas ou muito afetadas por doenças diversas

É desaconselhado amontoar, junto dos pomares lenha proveniente de poda ou arranque de árvores doentes.
Toda a lenha destinada a utilização doméstica deve ser armazenada em local seco, coberto, ao abrigo da chuva. Lenha infetada de fungos ou de bactérias é um constante foco de infeção de doenças para as árvores sãs, se estiver ao tempo.
A lenha que não se destine a valorização energética (cozinha, fornos, aquecimento, alambiques), deve ser queimada no local ou o mais próximo possível, durante o inverno (Quadro 2).

acientistaagricola

Olá, sou a Rosa. Nasci e cresci em meio rural e desde cedo percebi o que queria fazer para o resto da vida. Mais tarde, quando entrei no ensino superior tornei-me Técnica Superior do Ambiente e Agrónoma, áreas que sempre me fascinaram. Este blog é mais do que um projecto pessoal...é  o culminar de duas paixões: a escrita e as ciências ambientais e agrárias. Este é um local de encontro entre todos aqueles que partilham destas mesmas paixões.  

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