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Fertilização da cultura do milho: o básico que deve saber

A importância de um diagnóstico ao solo prévio

Iniciou oficialmente a campanha da cultura do milho, e é cada vez mais visível o aumento da área e da produção desta cultura nos últimos anos.

Tal facto verifica-se em grande parte devido ao aumento da implementação de novas tecnologias entre as quais: melhoramento genético, aposta na mecanização e um uso adequado da fertilização.

Tendo em conta a fertilidade do solo, torna-se essencial fazer um diagnóstico em pormenor dos problemas e/ou carências nutricionais que o solo onde pretende instalar a cultura agrícola ostenta.

Existem alguns aspetos que deve ter em consideração quando for fertilizar a sua cultura do milho, destacando alguns essenciais:

  1. Nas situações em que o solo possui quantidades insuficientes de Ca, Mg, etc., determine quais nutrientes se devem aplicar;
  2. Avalie quais as quantidades necessárias de azoto, fósforo e potássio que deve aplicar no momento da sementeira;
  3. Depois de definir a produção esperada (com base numa análise do solo), decida qual a forma, quantidade e época de aplicação do azoto;
  4. Considere os possíveis problemas que podem apresentar alguns nutrientes facilmente lixiviados, e avalie se são necessárias maiores quantidades ou se por outro lado deve fracionar a sua aplicação para se evitar problemas de lixiviação ou outro tipo de perdas.

O azoto na cultura do milho

O azoto é um macronutriente essencial para se garantir a produção potencial da cultura do milho esperada.

Por ser um nutriente extremamente solúvel e por isso com bastante mobilidade no solo, perde-se com mais facilidade por lavagem no solo.

Antes de calcular a quantidade (kg) de azoto necessária adicionar ao seu solo no que diz respeito à cultura do milho, deve ter em consideração os seguintes aspetos:

  • Deve ser feita uma estimativa da produtividade esperada tendo em conta fatores como: características do solo, disponibilidade de água, clima e outras condicionantes tecnológicas de forma a estimar a extração da cultura em azoto.
  • A adubação azotada é calculada da seguinte forma:
  •   O Output é estimada da seguinte forma:
  • O Input é estimado da seguinte forma:

Segundo a ANPROMIS (Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo) as necessidades médias em azoto na cultura do milho são as seguintes:

Necessidades médias de azoto na cultura do milho

O Fósforo na cultura do milho

O fósforo é um macronutriente muito importante para o milho uma vez que permite   estimular o desenvolvimento das raízes, aumentar a resistência dos caules, influenciando também de forma positiva a floração, fecundação, formação e maturação do grão. O fósforo é um nutriente pouco solúvel e por essa razão pode ficar retido facilmente no solo, ficando indisponível para as plantas.

O Potássio na cultura do milho

O potássio é responsável por aumentar a taxa fotossintética, auxiliando o crescimento e aumentando a resistência das plantas à secura.

O potássio contribui também para o aumento dos hidratos de carbono fermentáveis, facto que é imprescindível para garantir a qualidade da silagem.

 O potássio é o nutriente absorvido em maiores quantidades pelo milho depois do azoto, sendo grande parte dele exportado para o grão.

Micronutrientes e Macronutrientes secundários

Designam-se micronutrientes, os nutrientes absorvidos em menor quantidade pelas plantas, mas que podem ser limitantes à produção das culturas quando estão em défice ou tóxicos quando se encontram em excesso.

Um bom exemplo do enunciado é o manganês, uma vez que se destaca mais pela sua toxicidade  do que pela sua deficiência.

Na cultura do milho é muito importante o zinco e em menor importância outros micronutrientes como: boro, cobre, ferro, manganês e molibdénio.

Tipos de adubação: de fundo e de cobertura

Adubação de fundo

 É a adubação feita durante a preparação do terreno ou na altura da sementeira/plantação de uma cultura.

Adubação de cobertura

É a adubação que se executa após a cultura instalada e geralmente é feita nas seguintes situações:

  • Quando as plantas são jovens (com o principal objetivo de completar a adubação de fundo);
  • Quando se pretende evitar alguma anomalia que se verifique na cultura e não se pretende efetuar adubação foliar. Nesta situação recorre-se normalmente a uma adubação foliar, devido ao seu efeito mais imediato.
  • Quando se pretende fazer uma adubação de manutenção, tendo como principal objetivo repor no solo os nutrientes que estão em falta e que são necessários à produção das plantas.

A Fertilização foliar

Antes de falar propriamente sobre a adubação foliar é importante que tenha em consideração uma das leis da fertilização mais importantes: a lei do mínimo. Tal deve acontecer uma vez que  existem nutrientes que são necessários apenas em quantidades mínimas e cujo a aplicação se faz preferencialmente via foliar para evitar aplicações excessivas via solo.

O que é a adubação foliar?

Adubação foliar é uma técnica agrícola/prática cultura usada tanto de uma forma “mais amadora”, por não-técnicos, como por profissionais do setor agrícola. Esta técnica baseia-se na pulverização direta dos nutrientes nas folhas para que estes sejam absorvidos e possam posteriormente ser transportados para outras partes da planta.

Desde que aplicada de maneira correta, a adubação foliar é uma forma de aplicação de nutrientes nas plantas mais rápida e eficiente do que a fertilização convencional através do solo. Atualmente, existem fertilizantes solúveis em água que podem ser aplicados diretamente na parte aérea das plantas.

No que diz respeito à cultura do milho e diante da necessidade de uma melhor absorção de azoto pelas plantas, a fertilização foliar deve ser aplicar.  Esta prática é uma boa opção por ser conveniente e rápida, melhorando as respostas a este nutriente e contribuindo para o crescimento da cultura. Por outro lado, a fertilização foliar permite corrigir deficiências nutricionais em estádios mais avançados.  A aplicação foliar têm-se revelado também muito importante na absorção dos micronutrientes presentes aplicados via folhas e propiciando dessa forma uma aumento de produtividade da cultura do milho.

O Vellamin 24 da Vellsam é um fertilizante à base de aminoácidos livres especialmente desenvolvido como fertilizante foliar e radicular (através da rega) que pode ser utilizado na cultura do milho. Caracteriza-se por ser um hidrolizado de proteínas líquido, que fornece à planta os aminoácidos necessários para um maior desenvolvimento vegetativo e principalmente em épocas difíceis em condições climáticas desfavoráveis ( ex: frio, ataque de pragas, seca, stress oxidativo, etc). O Vellamin 24 torna também a adubação tradicional mais eficiente. 

Saiba mais sobre este bioestimulante aqui.

Quero saber tudo nos comentários! Partilhe este artigo com os produtores de milho que conhece para que fertilizem a sua cultura do milho da melhor forma… 😊

Bibliografia:

ANPROMIS – Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo (www. anpromis.pt).

Barros, J. F., & Calado, J. G. (2014). A Cultura do Milho-Texto de apoio para as Unidades Curriculares de Sistemas e Tecnologias Agropecuários, Tecnologia do Solo e das Culturas, Noções Básicas de Agricultura e Fundamentos de Agricultura Geral. Évora.

COELHO, A. M., & FRANÇA, G. D. (1995). Seja o doutor do seu milho: nutrição e adubação. 2. ed. aum. Informações Agronomicas, Piracicaba, n.71, p.1-9, set.

Cultivo do milho, Sistemas de Produção 1, versão eletrónica, 2ª edição, Embrapa.

Artigo patrocinado pela Vellsam*

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