Autor do artigo: Agricultura e Mar

O PDR 2020 vai abrir, em 2020, avisos de cerca de 178 milhões de euros, em medidas que vão contribuir para a “continuidade do desenvolvimento sustentável do sector agrícola e para a resiliência dos territórios rurais”,informa o Ministério da Agricultura.

Agricultura Biológica

Estes avisos destinam-se, essencialmente a apoiar a instalação de jovens agricultores, o investimento em Agricultura Biológica, a reabilitação e modernização de regadios, a silvicultura sustentável, o restabelecimento do potencial produtivo (na sequência das calamidades ocorridas em 2019) e desenvolvimento local (Leader), assim como a operacionalização do instrumento financeiro no âmbito do investimento, entre outros.

A este valor, acresce ainda o prolongamento dos compromissos agroambientais que assumem cerca de 144 milhões de euros.

PT 2020

Recentemente foi lançado o Boletim Informativo dos Fundos da União Europeia para Portugal, o PT 2020, onde se destaca a liderança do Desenvolvimento Rural, que engloba os três programas de desenvolvimento rural (PDR 2020, Prorural+ e PRODERAM 2020), na execução de Fundos com 64% de taxa de execução, o que representa 3 mil milhões de euros de pagamentos desde o seu início,realça o Gabinete da Ministra Maria do Céu Albuquerque.

Segundo o Boletim, o Portugal 2020 atingiu no quarto trimestre de 2019 uma taxa de compromisso de 90% e uma taxa de execução de 45%, esta última fruto de um acréscimo de 1.175 milhões de euros de despesa validada face ao trimestre anterior.

Analisada a execução dos fundos para cada domínio temático, face ao programado, destacam-se: o Desenvolvimento Rural com 64%, o Capital humano com 53% e a Competitividade e Internacionalização com 44%.

1 COMENTÁRIO

  1. Bom dia Cara Cientistaagricola,
    Apenas para reportar, um lamento:

    Um irmão meu, candidatou-se ao programa de reconversão da vinha na região demarcada do douro (programa 20/20 a decorrer).
    Adquiriu a outro irmão nosso, uma pequena parcela de vinha(1/2 ha), mas esta estava abandonada.

    Ao pretender transferir e replantar algumas pequenas parcelas, incluindo esta, para as juntar e assim fazer o parcelamento e reconversão, a mesma foi rejeitada pelo IVDP, com a fundamentação de quê a mesma estava abandonada.

    Ora, tratando-se de uma zona do país (Freixo de Espada à Cinta), desfavorecida e despovoada, era de esperar que houvesse algum cuidado em reter as pessoas (tolas), que ainda persistem por ali permanecer.

    Assim sendo, foi-lhe dito que enviasse para Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, I.P. em Lisboa,uma exposição a requerer lhe seja dada um excepção, dado tratar-se de uma excepção.

    O prazo para as candidaturas termina em 28FEV20, ele na prática tem 8 dias úteis para receber uma resposta, o que não acredito que aconteça, a chegada da resposta a horas de incluir ou não a parcela no VITTIS, dada a demora habitual na resposta a estes casos.

    Ou seja, este chumbo da parcela em questão, inviabiliza o investimento, pelo que, estão a retirar mais uma família do interior do país, que é ativo e empreendedor, e amante da terra e da agricultura, mas que assim, lhe retiraram essa possibilidade de continuar a sua paixão.

    Só por um pequeno pormenor, chumbaram a incorporação da pequena parcela, quase insignificante, mas que é decisivo para aquela família estruturada e honesta.

    Mais uma família obrigada a abandonar a terra e a agricultura, para se deslocar para para o litoral, em busca de não se sabe o quê, mas que se torna inevitável para sobreviver.

    Peço desculpa por este desabafo, mas estou a fazê-lo em nome do meu irmão, (sem que ele saiba), que se encontra deprimido com tal situação.

    Agradeço o seu trabalho, muito importante neste blog.

    Bem aja;
    Rui Galas

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