Autora do artigo: Sara Sousa, Agroop

Nos últimos anos, as maravilhas da proteína vegetal têm vindo a ser apregoadas por muitos. Não sem razão: é mais saudável do que a proteína animal e mais sustentável do ponto de vista ambiental. E quase metade dos portugueses estão dispostos a trocar a carne pelas proteínas vegetais, como descobriu um estudo do Instituto de Ciências Sociais.

Uma publicação da Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), da Comissão Europeia, analisa o setor e explica algumas tendências que o deverão marcar nos próximos anos.

1. Crescimento das dietas flexitarianas, vegetarianas e vegan

Este tipo de dietas, que limitam ou cortam completamente a carne, vão continuar a ser adotadas por cada vez mais pessoas. Isto vai levar a um aumento da procura por leguminosas (como feijão, grão, lentilhas, tremoços etc.) e por proteínas vegetais em forma de produtos processados. A dieta flexitariana (que apenas limita o consumo de carne, não o corta por inteiro), em particular, deverá assumir mais relevância.

2. Maior procura por produtos sem glúten

Se tem prestado atenção às notícias e às prateleiras no supermercado, certamente já reparou que os alimentos sem glúten se têm tornado cada vez mais comuns. A previsão é que esta tendência se acentue, o que irá aumentar a procura por leguminosas e soja.

3. Preocupação com ambiente e saúde a aumentar

Há, cada vez mais, quem coma a pensar no planeta e na saúde. A carne é um tipo de proteína que tem um impacto negativo no ambiente – ocupa muito mais área agrícola e resulta em muito mais emissões de gases de estufa para a atmosfera do que a proteína vegetal. Além disso, está associada a maior risco de mortalidade e problemas cardíacos. Estas motivações poderão ser muito relevantes numa viragem para dietas mais ricas em proteínas vegetais, diz a DGADR.

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4. Menos tempo para cozinhar

Hoje em dia, as pessoas passam menos tempo a cozinhar, o que poderá aumentar a procura por produtos de proteína vegetal processada e leguminosas congeladas ou enlatadas, e diminuir a procura por leguminosas secas.

5. Maior procura por alimento animal orgânico

A procura por alimentos orgânicos ou não-OGM para animais (Organismos Geneticamente Modificados) já está aumentar, diz a DGADR, e com ela aumenta a procura por proteínas vegetais para integrar nas rações. De facto, a procura por rações orgânicas está a crescer tão rápido que não há oferta suficiente de culturas orgânicas ricas em proteína – especialmente soja.

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