Nutrição das plantas

Saiba mais sobre a carência de ferro nas culturas e como resolver

Olá, espero que se encontrem bem! Já tive a oportunidade de falar em artigos anteriores sobre porque razão os nutrientes são muito importantes para o solo e plantas e quais as suas principais características. Neste novo artigo, abordarei a importância do ferro para as culturas e quais os principais sintomas de deficiência deste micronutriente nas plantas.

A importância do ferro

O ferro desempenha funções muito importantes nas culturas agrícolas nomeadamente nos processos de formação da clorofila e nos seus processos de fotossíntese e respiração. Além disso, desempenha também um papel muito importante na transferência de energia e nas reações de oxidação-redução.  Por ser um elemento indispensável à formação da clorofila das plantas a sua carência acaba por prejudicar seriamente o desenvolvimento das culturas e consequentemente a sua produção final. Além disso, o ferro acaba por ser um ativador   ou componente de enzimas, influenciar no processo de fixação do azoto, atuar no desenvolvimento de troncos e raízes, entre outros.

A par de outros micronutrientes, os principais fatores que mais influenciam a disponibilidade de ferro no solo é o pH, o teor em   matéria orgânica e a disponibilidade de  fósforo que podem impactar na disponibilidade de Ferro para as plantas. Isto acontece especialmente porque para ser absorvido pelas plantas, o ferro necessita de passar por uma redução de Fe³+ para Fe²+.

A carência de ferro

A carência deste micronutriente acaba por se revelar muito frequente a nível agronómico e acaba por ser induzida especialmente em solos alcalinos assim como em solos com teores elevados de calcário ativo. Neste tipo de solos e tendo em conta as suas características, acaba por se tornar mais propício à insolubilização do ferro disponível.

A carência de ferro também pode ser chamada de clorose férrica e caracteriza-se por ser uma das doenças mais frequentes do solo calcário. Isto porque, quando o calcário está presente em grandes quantidades no solo acaba por impedir que as plantas assimilem adequadamente o ferro.

É muito importante que não confunda clorose férrica com excesso de humidade. No caso de excesso de humidade os rebentos da planta ficam com os seus rebentos amarelos ou mesmo quase brancos mesmo que as folhas adultas mantenham a tonalidade verde. enquanto as folhas adultas ficam verdes. A isto chama-se a clorose húmida.

No caso da clorose férrica os rebentos jovens continuam verdes e  são as folhas mais antigas que perdem a cor.

Felizmente, culturas que apresentam carência de ferro acabam por apresentar sintomas muito específicos sendo por isso mais fácil resolver estes problemas nutricionais. No caso da cultura da soja, a clorose férrica acaba por ser bastante frequente acabando por interferir no crescimento e desenvolvimento da cultura.

As principais funções do ferro são ser ativador ou componente de enzimas, influenciar no processo de fixação do azoto, ser um catalisador na biossíntese da clorofila e por também atuar no desenvolvimento de troncos e raízes.

Um dos principais sintomas identificadores de carências deste micronutriente acaba por se revelar através do aspeto das folhas.  Estas acabam por perder a cor tornando-se amareladas sendo mais fácil identificar este tipo de sintomas nas folhas mais velhas.  

Embora as nervuras das folhas se mantenham verdes, o resto das folhas acaba por perder cor. Existem casos, porém, em que as nervuras das folhas permanecem verdes apresentando-se apenas os limbos com a cor amarelada.  

Dependendo do nível de carência deste micronutriente, as folhas podem mesmo ficar com aspeto esbranquiçado e acabar por ficar “queimadas do sol”. Em casos mais graves de deficiência de Ferro, pode acabar por ocorrer necrose e a queda total das folhas. No caso das flores, a sua cor acaba por não ser alterada em casa de carência de ferro. No entanto, estas estruturas acabam por se tornar cada vez menos produtivas até que deixem de florir.

Árvores de fruto que são afetadas por problemas de clorose acabam por ver a sua produção total bastante afetada verificando-se uma diminuição do número de frutos produzido assim como uma produção de frutos com menor calibre. As reservas nutricionais destas árvores de fruto acabam por ficar afetadas pela clorose férrica e o problema acaba por prevalecer por vários anos durante vários anos sendo por isso necessário atuar de forma corretiva.

No caso de excesso de ferro nas plantas, e devido a rápida conversão de Fe solúvel para insolúvel, é raro encontrar toxidade de Ferro nas plantas.

Como resolver problemas de clorose férrica nas culturas?

De forma a minimizar possíveis problemas futuros no que diz respeito à carência deste micronutriente é imprescindível fazer um diagnóstico precoce. Por essa razão, é extremamente importante analisar a presença de micronutrientes através de análises foliares de forma a avaliar a sua disponibilidade para as plantas. Dado que a deficiência de ferro é muitas vezes confundida com outras deficiências, a análise foliar  é a forma mais eficaz de identificar corretamente de que carência se trata e posteriormente fazer a correção mais adequada.

No caso de uma clorose férrica confirmada recomendo a utilização de um quelato de ferro como por exemplo o Velliron EDDHSA da Vellsam.

Este produto é especialmente recomendado para aplicar tanto por via foliar como radicular de forma a prevenir e corrigir deficiências de ferro.  Ajuda a fornecer o ferro necessário para a síntese de proteínas, fotossíntese e síntese de clorofila.

O produto apresenta-se sob a forma de líquido hidrossolúvel, ideal para a aplicação tanto em hidroponia, como em fertirrigação, pulverização foliar ou aplicação ao solo. 

Artigo patrocinado pela Vellsam*

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