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É imprescindível a inovação no planeamento operacional do setor florestal

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setor florestal

Quando abordamos a temática da  gestão da cadeia de abastecimento do setor florestal é de fácil compreensão que a este processo estão associadas todas as actividades incluídas no planeamento adequado da floresta. Entre estas estão incluídas todas as actividades de exploração florestal desde o processo de  corte das árvores e a rechega (operação que é feita nos pinheiros para os tornarem mais resinosos) até ao processo de transporte do material florestal para os locais adequados para o fim.  Para espécies  florestais como o eucalipto (que desde a temática dos incêndios florestais ganhou outro destaque nas conversas públicas), actividades que envolvam um adequado planeamento florestal revelam-se fundamentais já que estão directamente relacionadas com grande parte dos custos de produção inerentes à rolaria. Por essa razão, existe por isso bastante relevância na “construção” de ferramentas de optimização que permitam optimizar a gestão de todas as actividades associadas a este processo  florestal.

Que ferramentas usar para auxiliar na gestão do setor florestal?

Um dos exemplos de ferramentas com um interesse incalculável para os produtores florestais são os sistemas de apoio à decisão que revelam-se fundamentais para o planeamento operacional. E porquê? Porque permitem criar planos de gestão adequados a cada situação para a exploração e transporte do material lenhoso,o que traz  muitas vantagens: maximização do valor da gestão(maior lucro), cumprimentos de objectivos e restrições de gestão ambiental assim como uma melhor utilização dos recursos humanos e equipamentos disponíveis para estas actividades florestais.

 

O planeamento operacional da floresta inclui as seguintes fases:

  1. EXPLORAÇÃO FLORESTAL ( quando cortar cada talhão?)

Estão incluídas nesta primeira fase factores de decisão como qual o dimensionamento a adotar das áreas máximas de corte contínuo das espécies florestais e das áreas mínimas operacionais que permitam efectuar o  trabalho florestal. Esta etapa deve ser garantido o cumprimento das obrigações contratuais legalmente exigidas e a continuidade de cortes. Deve ser ainda nesta fase tomada a decisão de quando e de que forma deve ser cortado cada talhão florestal.

2. DISTRIBUIÇÃO DO MATERIAL FLORESTAL RESULTANTE DO CORTE(o que cortar? para onde transportar?

Nesta fase deve ser feita uma gestão adequada da cadeia de distribuição da rolaria e da  biomassa florestal de forma a que  se garanta um boa relação entre o transporte versus preço garantindo para além disso que haja auto-abastecimento sem que seja comprometido o stock existente para outras operações (deve ser analisado em pormenor o que se deve efectivamente cortar evitando que se corte em demasia). Deve-se garantir que haja capacidade de armazenamento florestal em parques intermédios de gestão de stock deste tipo

3. TRANSPORTE (qual o tipo de transporte?, duração da viagem?, número de veículos?)

Nesta terceira fase deve-se garantir que existem meios de transporte quer da biomassa quer da rolaria suficientes sem comprometer o transporte do material florestal, garantindo que a cadeia de abastecimento não fica comprometida. A gestão do transporte florestal deve garantir que sejam efectuadas paragens obrigatórias dos veículos de transporte. Nesta fase deve ser ainda decidido qual o tipo de transporte a ser utilizado: rodoviário ou ferroviário, o número de veículos necessários para o transporte florestal, a duração de cada viagem até ao destino final assim como a taxa de exploração necessária para just-in-time devem ser alvo de avaliação no sistema de decisão.

4. PROCESSO DE SELECÇÃO DOS FORNECEDORES(Qual a função de cada fornecedor?)

Depois de efectuado o transporte do material do setor  florestal para os locais finais apropriados é necessário decidir com que fornecedores trabalhar bem como quais as condições contratuais a acordar)

O que fazer para melhorar a gestão do planeamento florestal?

setor florestalTorna-se cada vez mais imperativo “construir” um sistema de apoio à decisão que recorra a algoritmos heurísticos para resolver alguns problemas de planeamento operacional da gestão florestal em todas as fases da cadeia de abastecimento referidas anteriormente, nomeadamente desde o  planeamento da exploração e consequente transporte de rolaria e biomassa de eucalipto para centrais de transformação( aqui a forma como é efectuado o transporte bem como todas as actividades associadas a esta fase, são essenciais para uma gestão florestal adequada) assim como a selecção de fornecedores ou outras espécies florestais para além do  eucalipto.

A promoção de um sistema de decisão que  integre as ferramentas de planeamento assim com as de controlo das operações  do setor florestal no terreno numa óptica de gestão global da cadeia de abastecimento é por isso da máxima importância.

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