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Xylella fastidiosa. DGAV actualiza Plano de Contingência da maior praga do olival

Fonte do artigo: Agricultura e Mar Actual

A DGAV — Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária acaba de publicar uma nova versão do Plano de Contingência da Xylella fastidiosa e seus vectores. Esta bactéria, uma praga que dizima o olival e muitas outras culturas, provoca sintomas de declínio em vários hospedeiros e é transmitida por insectos vectores da família Cicadelidae e Cercopoidea que se alimentam no xilema das plantas.

Foi detectada em Outubro de 2013 em oliveiras adultas na Província de Lecce, região da Apúlia, em Itália e posteriormente na Córsega e em França (região de Nice). Da lista de géneros e espécies hospedeiros susceptíveis a esta doença, constam 27 géneros e 160 espécies.

É neste sentido que a DGAV publica o Plano de Contingência da Xylella fastidiosa e seus vectores (versão 02) actualizado em linha com as normas estabelecidas no Regulamento de Execução (UE) 2020/1201 da Comissão Europeia, relativo às medidas para impedir a introdução e propagação na União Europeia de Xylella fastidiosa e que revogou a anterior legislação.

A Praga

Explica a DGAV que a Xylella fastidiosa é uma bactéria que afecta muitas espécies importantes, tais como oliveira, amendoeira, cerejeira, citrinos, videira e sobreiros e diversas ornamentais, incluindo lavandas, rosmaninho, loendros e polígalas.

Esta bactéria, com quatro variantes, dispersa-se a distâncias curtas através de insectos e, a longas distâncias, pelo movimento de plantas contaminadas. Considera-se que o risco de introdução e dispersão é elevado, tendo em conta a importação e circulação na União Europeia de material de propagação proveniente de diversas regiões, as frequentes infecções latentes (assintomáticas), as quais dificultam a sua detecção precoce e a presença no nosso território de espécies de insectos capazes de a dispersarem.

A presença da bactéria foi confirmada pela primeira vez na Europa em 2013, no Sul de Itália, região da Apúlia, tendo sido identificada a variante X. fastidiosa subsp. pauca como a causadora da devastação de uma extensa área de olival e afectando diversas ornamentais.

Desde 2015, têm sido detectados diversos focos causados por diferentes variantes de X. fastidiosa em várias regiões da União Europeia: na Córsega em Julho de 2015, na região de Provence-Alpes-Côte d’Azur em França continental em Outubro de 2015, na Saxónia, na Alemanha, em Junho de 2016, nas ilhas Baleares em Novembro de 2016, em Valencia em Junho de 2017, na região de Madrid em Abril de 2018 e no Monte Argentário, Toscânia, Itália em Dezembro de 2018.

Concomitantemente foi identificado o insecto comum na Europa, Philaenus spumarius, como um eficiente vector da bactéria.

O novo Plano

O novo Plano de Contingência, agora apresentado pela Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária. tem como objectivo “estabelecer um conjunto de acções com vista a garantir uma rápida e eficaz resposta em caso de detecção da X. fastidiosa no território de Portugal considerado livre da bactéria. Para o efeito são realizadas prospecções quer em plantas quer em potenciais vectores da bactéria com recolha de amostras para identificação e análise laboratorial, e controlos na importação”.

“Complementarmente, em colaboração com outros serviços oficiais e os principais agentes da fileira, devem ser realizadas acções de formação, de divulgação e de sensibilização, bem como estabelecidos os procedimentos a seguir em caso de destruição e queima de material vegetal”, acrescenta aquela Direcção.

O Plano é coordenado pela DGAV, na qualidade de Autoridade Fitossanitária Nacional e, tendo em vista a sua implementação, é constituído um Grupo de Acompanhamento coordenado pela DGAV, e que deverá integrar representantes da Direcções Regionais de Agricultura e Pescas (DRAP), Direcções Regionais de Agricultura das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira (DRA), Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV).

Pode ler o Plano actualizado aqui.

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