Olá a todos! Espero que se encontrem bem. Hoje começa uma nova fase n’A Cientista Agrícola. Farei um esforço adicional para me dedicar mais a este projeto que tanto me realiza e deixa feliz. Para marcar esta nova “era”, tentarei ser mais frequente e assídua na criação de conteúdos para este projeto digital. E como tal, hoje venho falar-vos sobre plantas carnívoras. Assustado(a)s? Não vale a pena 🙂 Entre outros tópicos que irei abordar, neste novo artigo falarei sobre as principais características das plantas carnívoras, cuidados, conselhos adicionais bem como 5 exemplos desta tipo de plantas que vai gostar de conhecer!

Se esta introdução o entusiasmou e quer saber mais, continue a ler este artigo.

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As plantas carnívoras comem carne?

Certamente muitos de vocês estão bem cientes do que é uma planta carnívora mas estou certa que haverá ainda pessoas que acham que as plantas carnívoras comem carne, muito por culpa dos vários filmes e desenhos animados que foram “alimentando” esta ideia.

Sabia que a esmagadora maioria das plantas carnívoras são insectívoras? Este tipo de plantas possuem uma série de mecanismos que permitem capturar e atrair invertebrados, por exemplo.

No entanto, pode também acontecer que esporadicamente este tipo de plantas possa se alimentar de algum roedor ou lagarta, mas não é a situação mais habitual.

É o mesmo que nós, seres humanos, sermos carnívoros e ao comermos uma salada acabarmos por comer uma pequena pequena lagarta verdinha escondida na alface ou alguma mosca… eu sei, é nojento, mas acontece! Com as plantas carnívoras é a mesma coisa!

O que são plantas carnívoras?

Definem-se como plantas carnívoras (insetívoras) as plantas que são capazes de atrair, capturar e fazer a digestão de pequenos animais como por exemplo insetos e aranhas. Podem também digerir anfíbios, répteis e pequenas aves. Para além destas características e, como não deixam de serem plantas, tem a capacidade de fazer a fotossíntese como qualquer outra planta.

As plantas carnívoras “habitam” especialmente em solos empobrecidos em nutrientes, com excesso de humidade e com pH tendencialmente baixo.

Neste tipo de solos que estas plantas mais gostam, existe pouca disponibilidade de nitratos o que prejudica o processo da síntese da clorofila, responsável entre outras funções por dar cor verde às plantas. Para compensar, as plantas acabam por “adquirir” o azoto que necessitam nas proteínas animais dos insetos e outros animais que ingerem.

As plantas carnívoras acabam por atrair o seu alimento através das cores vibrantes e brilhantes que possuem e também pelo seu néctar atrativo. Algumas destas plantas possuem ainda o poder de refletir luz UV bem como polarizada que apenas os insectos conseguem ver. Incrível não é?

No que diz respeito à captura, as plantas carnívoras possuem armadilhas que são muitas vezes partes da própria planta. O caso mais comum é a presença de folhas modificadas que funcionam com este fim de capturarem as presas desejadas, caracterizando-se por serem armadilhas ativas.

Ainda dentro das armadilhas ativas, pode-se destacar algumas delas tais como: armadilhas de sucção, armadilhas do tipo ascídios, armadilha de folha colante, armadilha de jaula, etc.

Já as armadilhas passivas são aquelas que não necessitam de efetuar qualquer tipo de movimento para capturar as presas.

Conheça abaixo, 5 exemplos de plantas carnívoras (insectívoras).

Nepenthes mirabilis

Também conhecidas como plantas-jarro, a Nepenthes mirabilis é um exemplo de uma planta carnívora muito desejada por grande parte dos colecionadores deste tipo de plantas, sendo maioritariamente trepadeiras ou epífitas.

Este tipo de plantas podem ser divididos em dois grupos que se distinguem pelo clima que preferem: terras altas e terras baixas. As plantas carnívoras desta espécie que gostam de terras altas, desenvolvem-se essencialmente em regiões montanhosas e preferem noites com temperaturas mais baixas/suportáveis. As que preferem terras baixas, são mais fáceis de cultivar e gostam mais de temperaturas mais elevadas e condições de humidade mais pronunciadas.

Quanto à floração desta espécie, esta caracteriza-se por ser bastante incerta no que diz respeito à época do ano, dificultando o processo de polinização.

É uma planta dióica (ou seja as partes sexuais são separadas) e as suas inflorescências surgem em ramos também designados de panículas.

O fruto obtido desta planta é em forma de cápsula, deiscente e que contém várias sementes. Pode transplantar este planta quando esta estiver muito grande para o recipiente onde se encontra ou quando o substrato lhe parecer insuficiente.

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Nepenthes mirabilis

Darlingtonia californica

 A Darlingtonia californica caracteriza-se por ser planta carnívora de jarro, a única espécie que existe do género Darlingtonia. Estas carnívoras encontram-se essencialmente em solos pobres como por exemplo os pântanos.

Há quem a conheça também como “cobra lily” pois quem a observa logo se depara com a sua aparência em tubos e folha bifurcada.

Não é fácil cultivá-la pois necessita de condições de habitat muito específicas. Há semelhança de outras carnívoras, e por habitar em meios pobres em nutrientes, acaba por obter o azoto que necessita através da captura dos insectos.

Esta planta tem ainda a capacidade de regular a própria quantidade de água o que é muito interessante. Esta planta é ainda muito eficaz na captura de insectos devido às secreções lubrificantes que possui assim como devido aos seus pêlos especializados que impedem os insetos fujam da armadilha.

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Darlingtonia californica

Dionaea Muscipula

Esta planta carnívora é conhecida de forma mais popular como  apanha-moscas, alimentando-se sobretudo de  insetos e aracnídeos. Para capturar as suas presas utiliza uma estrutura formada por dois lóbulos unidos pela base e presos na ponta de cada uma das folhas. Esta planta carnívora apresenta dimensões reduzidas bem como algumas folhas que emergem de um pequeno rizoma que se desenvolve horizontalmente.

As suas folhas asselham-se a um bivalve marinho o que lhes confere uma beleza inconfundível, na minha opinião.

As folhas em bivalve acabam por se fechar quando capturam as suas presas.

Para que o seu cultivo tenha sucesso, deve respeitar o período de dormência.

Tenho boas notícias: as condições climatéricas que se fazem sentir Portugal são bastante adequadas ao desenvolvimento destas plantas carnívoras, podendo estar expostas a locais exteriores durante todo o ano.

A planta entra em floração logo posteriormente à formação de novas folhas que coincide com o período primaveril.

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Dionaea Muscipula

E vocês? Tem alguma planta carnívora em casa? Se sim, qual? Contem-me tudo!

 

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