AgriculturaProtecção das culturas

Como combater quais os principais problemas nas pomóideas

Artigo adaptada da

Circular nº 16 de 2021, da Estação de Avisos de Entre Douro e Minho, que pode ser lida e/ou descarregada diretamente, carregando no link abaixo:

https://snaa.dgav.pt/docs/circulares/Circular%2016%202021%20EAEDM.pdf

Esta circular, bem como edições anteriores, pode também ser consultada e descarregada em

1 – https://portal.drapnorte.gov.pt/divulgacao/centro-de-documentacao/2-estacao-de-avisos-agricolas-do-entre-douro-e-minho

2 –  http://snaa.dgav.pt/

3 – https://drapnsiapd.utad.pt/sia/Circulares

POMÓIDEAS

(MACIEIRA, PEREIRA, NESPEREIRA DO JAPÃO, NASHI, CODORNEIRO)


BICHADO

Cydia pomonella

Está em curso o segundo e último voo do bichado. As capturas na nossa rede de armadilhas são reduzidas. Apesar disso, pode haver risco de ataques aos frutos.

Condições meteorológicas favoráveis ao acasalamento e à postura de ovos:

 Temperaturas crepusculares (fim de tarde) superiores a 15°C (ótima para postura 23 a 25°C)

 Humidade relativa no período crepuscular inferior a 90 %. (ótima – 70 a 75 %)

 Tempo sem vento ou com vento fraco e sem chuva.

 As folhas das árvores devem estar enxutas no período crepuscular, para que as fêmeas do bichado aí possam depositar os ovos. Se dispõe de uma armadilha com feromona sexual para monitorização do bichado, pode adotar como nível económico de ataque a captura acumulada de mais de 3 borboletas numa semana, aplicando, apenas nesse caso, um tratamento contra o bichado.

É preciso ter em conta que, para que haja posturas de bichado é necessário reunir as condições enumeradas atrás.

Avalie a situação do seu pomar e se decidir tratar, aplique agora um inseticida de ação ovicida-larvicida.

Pode ainda proceder à estimativa do risco, observando 1000 frutos (20 por árvore, em 50 árvores ao acaso) (= 30 a 45 minutos). Se não tiver 50 árvores, adapte o método ao número de árvores. O nível económico de ataque é de 1% dos
frutos com perfurações recentes.

Avalie a situação do seu pomar e se for necessário tratar, aplique um inseticida de ação ovicida-larvicida. Respeite com rigor o intervalo de segurança do inseticida. Não aplique inseticidas em variedades cuja colheita se preveja para breve,
a não ser que utilize um produto de intervalo de segurança curto.
Para o combate ao bichado no Modo de Produção Biológico, estão autorizados inseticidas à base de azadiractina (ALIGN, FORTUNE AZA), Bacillus thuringiensis (COSTAR WG, DIPEL DF, SEQURA) e vírus da granulose de Cydia pomonella (CARPOVIRUSINE, CARPOVIRUSINE EVO 2, CARPOVIRUSINE PRO, MADEX, MADEX TOP).

ARANHIÇO VERMELHO
Panonychus ulmi

Vigie o aparecimento de sintomas. Proceda à estimativa do risco:
Observe 100 folhas do terço superior do ramo do ano – folhas mais tenras – (2 ramos por árvore, em 50 árvores). Se o pomar tiver menos de 50 árvores, adapte o método ao número de árvores a observar.

Nesta época do ano, o nível económico de ataque é de 50% das folhas ocupadas com formas móveis do aranhiço vermelho (ninfas e adultos).
Alguns acaricidas: CITROLE, Fetanol SAPEC, GARBOL, Klik Extra, Ovispray, Oleofix Plus, Tolfim (óleos parafínicos); ENVIOR, MITACIDPLUS, NEALTA, VAMECCLIN, etc.. Para mais informações, consulte www.sifito.dgav.pt
O controlo do aranhiço vermelho assenta na manutenção das populações em níveis baixos, sobretudo do meio de agosto até outubro, de modo a diminuir o número de ovos de inverno que virão a ser depositados.
Respeite com rigor o intervalo de segurança do acaricida. Não aplique acaricidas em variedades cuja colheita se preveja para breve, a não ser que utilize um produto de intervalo de segurança curto.
Para o controlo do aranhiço vermelho no Modo de Produção Biológico estão homologados óleos parafínicos, óleo de colza (BIO POLYSECT SL), Beauveria bassidiana (NATURALIS).
O uso de fungicidas à base de enxofre pode contribuir para a limitação das populações de aranhiço vermelho nos pomares.


FRUTOS BICADOS PELOS PÁSSAROS

Não retire das árvores os frutos bicados pelos pássaros, pois eles acabarão de os comer e
não atacam outros.
As perdas causadas por diversas aves em macieiras e pereiras raramente têm algum impacto económico.

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