Segunda-feira, Abril 22, 2024

Intempéries em Trás-os-Montes e Alto Douro. CAP defende revisão do sistema de seguros

Fonte: Agricultura e Mar

A CAP — Confederação dos Agricultores de Portugal defende “a necessidade de revisão do sistema de seguros para a actividade agrícola para contemplar e garantir cobertura do capital produtivo contra fenómenos climatéricos intensos e imprevisíveis”.

“Com efeito, fenómenos climáticos adversos e extremos como os verificados no período referido na região de Trás-os-Montes e Alto Douro, e que apesar de serem cada vez mais frequentes, permanecem imprevisíveis, exigem que as coberturas contempladas pelo Sistema de Seguros Agrícolas sejam revistas, desde logo garantindo verbas que possibilitem a reposição do capital produtivo”, refere uma nota de imprensa da CAP.

Nesse sentido, diz a Confederação, “o Governo deve efectuar uma avaliação técnica e económica profunda do Sistema de Seguros Agrícolas, por forma a que o prémio que lhes está associado seja financeiramente comportável por parte dos agricultores”.

Granizo em Trás-os-Montes e Alto Douro

A posição, que já não é nova, surge na sequência dos estragos causados pela queda intensa de chuva e granizo, em várias ocasiões entre o final de Maio e a passada segunda-feira, dia 12 de Junho, manifestando a CAP a “sua total solidariedade para com os agricultores da região de Trás-os-Montes e Alto Douro, em particular para os que têm as suas produções situadas nos municípios de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mêda, Murça, Sabrosa, Vila Flor e Vila Nova de Foz Côa”.

Salienta a mesma nota que as “intempéries em Trás-os-Montes e Alto Douro devem mobilizar apoios imediatos por parte do Governo para fazer face a avultadas perdas e prejuízos”. “Destruição provocada pela intensidade dos fenómenos climatéricos afectou cerca de 6.000 hectares de vinha, 1.000 de olival e 650 de fruticultura (maçã e pêssego) em 7 concelhos da região.

Capacidade produtiva futura em causa

De acordo com dados recolhidos pela CAP junto das organizações suas associadas naquela região, “a violência da queda de chuva e de granizou provocou estragos que comprometeram não só a produção da presente colheita, o que se traduz em prejuízos imediatos decorrentes da perda de rendimentos, mas também impactou a capacidade produtiva futura, causando danos extensos em infra-estruturas como socalcos, muros de suportes, estradas e caminhos, alguns dos quais se encontram ainda intransitáveis”.

acientistaagricola
acientistaagricolahttp://acientistaagricola.pt
Olá, sou a Rosa. Nasci e cresci em meio rural e desde cedo percebi o que queria fazer para o resto da vida. Mais tarde, quando entrei no ensino superior tornei-me Técnica Superior do Ambiente e Agrónoma, áreas que sempre me fascinaram. Este blog é mais do que um projecto pessoal...é  o culminar de duas paixões: a escrita e as ciências ambientais e agrárias. Este é um local de encontro entre todos aqueles que partilham destas mesmas paixões. 

Related Articles

Queres receber as nossas newsletters?

Preencha os campos abaixo para se inscrever.

* ao clicar em "inscrever", está a aceitar as nossas condições de marketing.
- Publicidade -spot_img
spot_img

Últimos artigos