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Sistemas de preparação do solo agrícola: conheça as modalidades

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Preparação do solo agrícola: porque é tão importante?

O solo é um local onde se desenvolve a vegetação e as culturas que pretendemos produzir. É por essa razão um sistema complexo de material sólido, acompanhado por um espaço poroso onde pelos poros circulam água e ar, e onde estão presentes e se desenvolvem inúmeros microrganismos. O sistema de preparação do solo revela-se bastante dinâmico e por essa razão está em constante alteração, resultado da influência dos factores ambientais que sobre este são exercidos. A mobilização do solo, qualquer que seja o sistema de preparação do solo, permite atingir uma série de objectivos agronómicos que certamente serão benéficos para a sua estrutura.

preparação do solo na agricultura

Um bom solo deve fornecer água, oxigénio e nutrientes para o desenvolvimento da vegetação. Um solo bem preparado é fundamental para o sucesso da instalação da cultura que se pretende produzir, principalmente em solos com aptidão agrícola.Fonte da imagem:YouTube

 

Seguem abaixo os principais objectivos deste processo de preparação do solo:

Objectivos da preparação do solo

1-Melhoria das propriedades físicas do solo

Uma boa preparação do solo agrícola antes da sementeira é essencial para melhorar as propriedades físicas do solo garantindo dessa forma uma boa emergência, crescimento radicular e estabelecimento da cultura agrícola pretendida. Garante também a descompactação do solo e a garantia de um adequado regime hídrico e térmico.

2-Controlo de infestantes

A eficácia deste processo está muito dependente do modo de proparação das plantas infestantes, rapidez da execução da operação assim como da utilização dos herbicidas adequados para satisfazer este objectivo.

Se quiser saber mais sobre o controlo de infestantes clique aqui.

3-Preparação da “cama da semente”

Os agregados do solo ficam divididos de forma mais “fina”, a superfície do solo mais regular e ocorre uma diminuição dos resíduos à superfície do solo.

4-Incorporação, cobertura ou movimentação de materiais no solo

Nomeadamente incorporação de fertilizantes ou correctivos de solo (matéria orgânica e calcário) e restolhos de culturas.

5-Armação do terreno(*)

6-Nivelamento do solo(*)

(*)-em situações específicas

As condições do solo  influenciam fortemente a capacidade de sobrevivência das espécies ao longo de todo o processo desde a sementeira até à colheita.Os problemas relacionados com as condições do solo devem ser identificados no local durante a selecção de qual o melhor espaço e devem ser complementados com análises laboratoriais antes da sementeira, de forma a serem corrigidos a tempo. Fonte da imagem:Blog AGROPRO

Conheça os benefícios da etapa de preparação do solo no solo/planta

  • Favorece a germinação das sementes
  • Promove a reserva de água e nutrientes (utilização de água e nutrientes)
  • Favorece dimensões e formas dos produtos adequadas (ex.orgãos subterraneos)
  • Promove a sanidade da cultura
  • Promove uma boa drenagem do solo
preparação do solo pdf
Uma boa preparação do solo é fundamental para a correcta emergência das plantas. Fonte da imagem:Consultor de Novos Negócios

 

Preparação do solo: Modalidades mais frequentes

1- Preparação convencional (tradicional)

Este é o sistema mais utilizado em determinadas regiões, e que normalmente coincide com o sistema tradicional (mobilizações intensas). Este sistema de preparação do solo predomina ainda muitas vezes na maior parte dos sistemas de cultura em Portugal e é muitas vezes realizado sem os adequados crutérios tecnicos que fundamentam correctamente a sua execução. Esta modalidade de preparação do solo (mobilização convencional) origina elevado consumo energético, tem custos elevados, é mais demorado e pode trazer graves inconvenientes para a fertilidade do solo e do ambiente e, os objectivos delineados pelo agricultor podem nem sempre serem atingidos.

As principais etapas da preparação do solo na mobilização convencional são os seguintes:

  • Subsolagem ( se existirem camadas de impedância mecânica)
  • Lavoura
  • Pseudo lavoura
  • Trabalhos superficiais
fases de preparação do solo
A charrua de aivecas é ainda muito utilizada na mobilização convencional do solo. Fonte da imagem: youtube.com

 

2-Mobilização reduzida (mínima)

Relativamente a este tipo de preparação e comparativamente ao sistema de preparação do solo convencional, é menos intenso, quer seja em termos de superfície, profundidade, tipo de trabalho realizado ou número de operações culturais requeridas. Este tipo de mobilização mínima pode ser feito na zona/linha. Quando assim é o trabalho do solo processa-se simultaneamente com a sementeira e apenas numa faixa ou linha com semeadores especiais.

Os sistemas de mobilização mínima baseiam-se na utilização de alfaias de mobilização vertical (escarificadores).

preparação do solo pdf
Os escarificadores são muito utilizados na modalidade de mobilização mínima do solo. Fonte da imagem:stara.com.br

Estas alfaias acima indicadas podem trabalhar a profundidades muito variáveis, desde escarificações superficiais até subsolagens, mas deve deixar-se sempre uma quantidade apreciável dos resíduos da cultura anterior na superfície do terreno. Tal operação tem como objectivo a protecção do  solo contra a erosão, evitando as alterações bruscas de temperatura no solo e contribuindo para o aumento do seu teor em matéria orgânica .

 

3- Sem mobilização(“sementeira directa”)

Este tipo de preparação do solo implica que não haja mobilização prévia do solo, sendo a colocação da semente feita directamente no solo. A natureza já nos mostrou que é possível  que as plantas crescem sem necessidade de mobilizar o solo, uma vez que se verifica que em solos virgens existe o desenvolvimento de vegetação.
A  sementeira directa  é uma técnica dentro da agricultura de conservação, na qual não existe  mobilização prévia do solo, sendo todo o trabalho realizado por um semeador especial (semeador de sementeira directa).

 

 

preparação do solo para milho
Sementeira directa do milho (Fonte da imagem:YouTube)

Saiba mais sobre:

5 principais pragas da cultura do milho

Este semeador caracteriza-se por abrir um sulco, com secção e profundidade suficientes para nele seja depositado a semente, e o adubo (caso o semeador esteja adaptado para tal), cortando posteriormente os resíduos existentes na superfície e fechando depois o sulco de terra.

Neste sistema de preparação do solo, verifica-se que apenas  a linha da cultura é mobilizada mecanicamente pelo próprio semeador.

O controlo de infestantes, quer de pré-sementeira, pré-emergência ou pós-emergência deve ser  obrigatoriamente químico.

 

Sabe porque o pH do solo é tão importante? Clique aqui.

5 Comments

    • Olá Ana Fernandes!Eu recomendo sempre a mínima mobilização do solo possível para evitar “destruir a estrutura edáfica do solo e sua composição ( a mobilização convencional utilizada alfaias agrícolas pesadas e muitas passagens destas no terreno). No entanto, o tipo de modalidade do solo depende muita da cultura e do seu sistema radicular. Sempre que possível opte pela mobilização minima ou sementeira directa. É claro que nestes casos o controlo de infestantes é mais difícil, mas existem sempre práticas culturais que podem facilitar. Em breve falarei mais sobre o assunto. Obrigada pelo seu comentário e disponha sempre! Cumprimentos,
      A Cientista agrícola

  1. A moblizacao minima e se possivel nula so traz vantagens. E poupa nos custos de manutencao das maquinas, que sao elevadissimos. A moblizacao provoca um desgaste elevadissimo da maquinaria e das alfaias, incomparavel com qualquer outra operacao.

    • Tem toda a razão… A mobilização minima deve ser a adotada sempre que possível. No entanto, existem determinadas culturas agrícolas que devido ao desenvolvimento mais pronunciado de infestantes ainda é necessário uma mobilização mais intensa do solo…Mas com o passar do tempo acredito que esse seja o caminho… Até para conservar a estrutura edáfica do solo.
      Obrigada pelo seu comentário Pedro,
      Continue a acompanhar a nossa página!
      Cumprimentos,
      A Cientista Agrícola

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