Domingo, Março 3, 2024
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Como cultivar couve Kale: um guia de cultivo para ter sucesso

A couve kale, também conhecida como couve-de-folhas, tem ganho destaque como um superalimento devido à sua riqueza nutricional e benefícios para a saúde. Cultivar esta hortícola em casa é uma forma gratificante de garantir ter sempre pronto a colher esta cultura rica em vitaminas e minerais. Neste artigo, vamos explorar desde o cultivo até à colheita, fornecendo dicas úteis para garantir uma produção bem-sucedida de couve kale no seu próprio jardim e horta. Pronto(a) para aprender?

Breve História da Couve Kale: Uma Jornada de Séculos

A couve kale, originária do Mediterrâneo, tem mais de 2.000 anos de história. Valorizada pelos romanos e gregos antigos, destacou-se pela por ser uma cultura resistente e pelas suas propriedades medicinais. Expandiu-se pela Europa, tornando-se um alimento essencial, e chegou às Américas com os colonizadores europeus.

Após décadas em segundo plano, a couve kale ressurgiu como superalimento devido à sua riqueza nutricional. Hoje, é cultivada globalmente, celebrada não só pelo sabor, mas também pelas vitaminas A, C e K, assim como cálcio e potássio. Desde as suas origens mediterrânicas até às mesas modernas, a couve kale continua a ser uma escolha popular pela sua versatilidade e benefícios para a saúde.

cultivar couve kale

Selecione as Variedades Ideais de Couve Kale para a sua horta

A escolha das variedades certas de couve kale é um passo crucial para assegurar uma colheita robusta e adaptada aos seus gostos e objetivos. Com uma vasta gama de opções disponíveis, desde as folhas encaracoladas até às de folhas lisas, cada variedade apresenta características únicas de sabor, textura e resistência a diferentes condições climáticas. Neste tópico, vamos explorar algumas das variedades mais populares de couve kale, ajudando-o a selecionar aquelas que melhor se adequam às suas necessidades específicas.

1-Couve kale encaracolada

  • Siberian Dwarf (50 dias): Com folhas rendilhadas e super-resistente ao frio, atinge uma altura de 40/50cm.
  • Redbor (50 dias): Uma das variedades favoritas, com folhas frisadas em tons de magenta a roxo profundo, proporcionando uma experiência visual e culinária única.
  • Scarlet (50 dias): Apresenta folhas verdes com ‘nuances’ de roxo, oferecendo uma mistura de sabor e elegância.

2. Couve de Folhas lisas:

  • Fizz (40 dias): Crescimento rápido, ideal para baby greens, com folhas finamente lobadas em tons de verde dourado.
  • Russian Red (50 dias): Folhas semelhantes às de carvalho com uma tonalidade vermelha e hastes arroxeadas, proporcionando um sabor suave.
  • Premier (65 dias): Folhas com tonalidade verde médio, com folhas que podem atingir até 30 cm de comprimento, sendo uma excelente opção para produção em larga escala.

3. Couve Dinossauro:

  • Nero di Toscana (60 dias): Apelidada de “kale dinossauro”, possui folhas verdes escuras e rugosas, atingindo comprimentos impressionantes de até 60cm.
  • Black Magic (65 dias): Variedade do tipo Toscano com folhas longas, estreitas e onduladas, proporcionando um visual distinto.

4. Couve Ornamental:

  • Red Chidori (50 dias): Uma variedade ornamental com folhas frisadas em tons de roxo intenso, acrescentando cor ao seu jardim.
  • Crane Feather King White (110 dias): Uma opção serrilhada, com uma cabeça redonda mais próxima da família do repolho, ideal para adornar o jardim durante o inverno.

Na momento da escolha de variedades de couve kale, leve em consideração o clima da sua região, o espaço disponível e, claro, as suas preferências de sabor. Diversificar as variedades também pode proporcionar uma colheita mais prolongada e uma experiência gastronómica enriquecedora. Experimente diferentes tipos e descubra quais as que se adequam melhor ao seu gosto e às condições do seu jardim.

como cultivar couve kale

Preparar o Solo de Forma Adequada para cultivar kale

A preparação adequada do solo é um elemento crucial para o cultivo bem-sucedido da couve kale. Assegurar um ambiente propício ao desenvolvimento das plantas é essencial para colher hortícolas saudáveis e saborosos. Neste tópico estão algumas orientações detalhadas sobre como preparar o solo de maneira eficaz para o cultivo desta cultura.

1- Drenagem e Nutrientes: Antes de semear ou transplantar as plântulas de couve kale, certifique-se de que o solo oferece uma boa drenagem. A couve kale prefere solos bem drenados para evitar a acumulação excessiva de água, que pode levar ao desenvolvimento de doenças fúngicas. Adicione matéria orgânica, como composto, para melhorar a estrutura do solo e fornecer nutrientes essenciais.

2- pH do Solo: Verifique o pH do solo, o ideal é que esteja numa faixa entre 5.5 e 6.5, ideal para o cultivo da couve kale. Se necessário, faça ajustes utilizando materiais como calcário para elevar o pH ou enxofre para reduzi-lo. Manter o pH adequado contribui para a absorção eficiente de nutrientes pelas plantas.

3- Preparação do Leito de Plantio: Prepare o leito de plantio soltando o solo a uma profundidade de pelo menos 20 a 25 centímetros. Remova quaisquer detritos, pedras ou raízes que possam obstruir o crescimento das raízes da couve. Esta etapa promove uma estrutura de solo fofa e arejada, essencial para o desenvolvimento saudável das plantas.

4- Adição de Fertilizantes: Antes de semear ou transplantar as plântulas, incorpore um fertilizante equilibrado, como um composto orgânico ou um adubo 10-10-10. Esta adição proporciona às plantas os nutrientes necessários para um crescimento vigoroso. Evite o excesso de fertilização, pois pode resultar em folhas excessivamente vigorosas com sabor amargo.

couve kale

O cultivo através de semente ou plântula

O cultivo da couve kale pode ser feito diretamente no solo ou através de plântulas. Se optar por semear diretamente, coloque as sementes a uma profundidade de 2 a 3 cm. Espere duas semanas após a germinação para realizar o desbaste, deixando as plantas com espaçamento de cerca de 20 a 30 cm. Se preferir plântulas, inicie o cultivo no final do inverno (em tabuleiros), colocando as plântulas num local abrigado e protegido. Transplante as plântulas para a horta após o risco de geada ter passado.

 Condições de Luz e Temperatura para o cultivo de couve kale

A couve kale desenvolve melhor em locais com sombra parcial a sol pleno. Em climas mais quentes, é aconselhável fornecer sombra parcial para evitar que as folhas fiquem amargas. A temperatura ideal para o cultivo está entre 18 a 23ºC, mas a planta é robusta o suficiente para tolerar variações climáticas. Mantenha as sementes em solo aquecido para promover uma germinação rápida.

Principais cuidados com a Couve kale

A couve kale é geralmente resistente e requer cuidados pouco exigentes. No entanto, é essencial fornecer as condições ideais para um crescimento saudável:

  • Rega: Mantenha o solo uniformemente húmido, evitando o encharcamento. Esta couve prefere um solo que não fique excessivamente húmido para evitar doenças fúngicas.
  • Fertilização: Utilize um fertilizante equilibrado, como 10-10-10, ou composto rico em nutrientes para garantir um fornecimento constante de nutrientes. A aplicação de fertilizante após a primeira colheita é suficiente para o cultivo anual.
  • Controlo de Pragas e Doenças: Fique atento a pragas comuns, como pulgões, moscas-brancas e lagartas. A aplicação de métodos orgânicos, como óleo de neem, pode ajudar a manter as pragas sob controlo. Além disso, monitorize sinais de doenças, como manchas nas folhas, e trate-as precocemente.

6. Colheita e Armazenamento:

A colheita da couve kale inicia-se quando as folhas atingirem o tamanho desejado, geralmente após 45 a 110 dias, dependendo da variedade. Use tesouras ou facas afiadas para cortar as folhas, deixando o caule central para permitir o crescimento contínuo. A couve pode ser armazenada no frio p até duas semanas, mas é melhor consumi-la fresca para obter o máximo de nutrientes.

Cultivar couve kale em casa é uma experiência gratificante que proporciona uma fonte constante de  nutrientes. Siga essas diretrizes partilhadas neste artigo e aproveite os benefícios de ter este superalimento fresco na sua própria horta. Experimente diferentes variedades e métodos de cultivo para descobrir a melhor abordagem que se adapte às suas preferências e condições locais.

Já cultivou couve Kale?

colheita de couve kale

Como criar galinhas no meu jardim

 Se está a ler este artigo, é provável que tenha decidido ingressar no mundo da criação de galinhas.

Esta decisão, aparentemente simples, pode se revelar uma jornada recompensadora, proporcionando não apenas ovos frescos, mas também uma mudança positiva em sua vida quotidiana.

Não se esqueça de adquirir primeiramente um galinheiro que se adeque às suas necessidades.

Qual galinha escolher para o meu jardim?

 O principal critério a ser considerado, mais do que a raça, é a saúde dos animais que pretende adquirir.

Abaixo, apresentamos alguns truques para verificar o estado geral de saúde de uma galinha ou galo:

  • Observe se estão Uma galinha ativa é uma galinha saudável.
  • A postura é um indicador de saúde. Uma postura inadequada pode indicar problemas de saúde.
  • Os olhos devem ser brilhantes e
  • Não deve haver muco nas narinas (parte superior do bico).
  • A crista deve ter uma cor vibrante; por exemplo, uma crista roxa pode indicar problemas circulatórios.
  • Examine a plumagem, que é outro indicador de saúde. À primeira vista, é possível avaliar se a galinha tem uma plumagem

Após considerar esses fatores, é hora de escolher a raça.

A escolha da raça é secundária, pois cada uma possui características distintas em termos de postura, temperamento, aparência, entre outros.

Recomenda-se escolher uma raça que goste e que atenda às suas expectativas.

Onde abrigar as suas galinhas?

 A resposta é simples: em um galinheiro.

No entanto, é importante considerar certos aspectos em relação ao local onde as aves serão alojadas.

Em geral, é consenso que o galinheiro deve atender a algumas características essenciais:

  • Deve ter o tamanho e formato apropriados para o número de aves que você pretende
  • Deve ser feito de materiais impermeáveis.
  • Deve ter uma ventilação
  • Deve ser equipado com uma pequena
  • Deve apresentar ninhos e

Essas são as condições principais que um bom galinheiro deve cumprir. Além disso, é crucial considerar o tamanho e a ventilação.

Quanto ao tamanho, é importante planear cuidadosamente para garantir espaço suficiente, pois a falta de espaço pode causar problemas nas galinhas.

Quanto à ventilação, é um fator determinante para um ambiente saudável e agradável para as aves.

Um dos bons exemplos de galinheiros que pode adquirir para abrigar as suas galinhas é um galinheiro em madeira pintado com material resistente à água e bastante espaçoso. Pode ver este artigo em especifico na loja O Meu Jardim.

Cuidado e alimentação

Em relação aos cuidados diários, é crucial permitir que as galinhas saiam do galinheiro pela manhã, proporcionando espaço para atividades físicas.

Além disso, forneça camas adequadas e limpe regularmente o galinheiro para evitar doenças.

Quanto à alimentação, é possível encontrar alimentos prontos no mercado, mas é importante garantir uma dieta equilibrada.

O ideal é armazenar os produtos alimentares em algum espaço, como por exemplo um abrigo de jardim.

Além dos alimentos comerciais, é possível complementar com sementes, legumes frescos e outros alimentos, evitando alimentos com sal ou carne.

Ovos

 Após cobrir todos os cuidados necessários, as suas galinhas terão uma vida saudável, refletindo- se assim na qualidade dos ovos.

A partir dos seis meses de idade, as galinhas começam a pôr ovos.

Ao colher os ovos, limpe-os cuidadosamente e preste atenção à consistência e dureza das cascas. Se necessário, forneça suplementos nutricionais, especialmente se as cascas estiverem moles.

Este guia básico procura orientá-lo na sua jornada como criador de galinhas, mas lembre-se de que sua própria experiência será o melhor guia.

FAQS

 Qual é a importância da escolha da raça na criação de galinhas?

A escolha da raça é relevante, mas é secundária em relação à saúde e bem-estar das aves. Cada raça possui características únicas em termos de postura, temperamento e aparência. No entanto, priorizar a saúde geral das galinhas é crucial, pois aves saudáveis proporcionarão ovos de melhor qualidade.

Como posso garantir um alojamento adequado para minhas galinhas?

O alojamento deve atender a critérios específicos, incluindo tamanho apropriado, materiais impermeáveis e ventilação adequada. Planejar o espaço conforme o número de aves e garantir boa ventilação são fundamentais. Quanto mais espaço, melhor, pois promove o exercício e a saúde das galinhas, refletindo na qualidade dos ovos produzidos.

Quais são os cuidados diários essenciais para garantir o bem-estar das galinhas? Cuidados diários incluem permitir que as galinhas se exercitem livremente, fornecer camas adequadas, oferecer espaços para banhos de poeira e realizar a limpeza regular do galinheiro. Essas práticas ajudam a evitar o stress e a manter um ambiente saudável para as aves.

Como posso garantir uma alimentação equilibrada para minhas galinhas?

Além dos alimentos comerciais disponíveis no mercado, é possível complementar a dieta com sementes, legumes frescos e outros alimentos, evitando sal e carne. Estabelecer uma rotina alimentar e fornecer suplementos nutricionais específicos, quando necessário, contribui para a saúde geral e qualidade dos ovos produzidos.

Qual é o ciclo de vida dos ovos e como garantir a sua qualidade?

Galinhas geralmente começam a pôr ovos por volta dos seis meses de idade. É crucial colher os ovos regularmente, limpá-los cuidadosamente e armazená-los adequadamente. Caso as cascas estejam moles, é um sinal de falta de cálcio, e suplementos nutricionais específicos podem ser introduzidos. Manter as condições ideais no galinheiro contribui para a produção de ovos de alta qualidade.

 

Artigo patrocinado pel’O Meu Jardim

Universidade de Coimbra lidera projeto europeu focado na saúde das abelhas melíferas e no apoio a uma apicultura sustentável

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) lidera uma das ações do Programa Intergovernamental de Cooperação Europeia em Ciência e Tecnologia (COST) – “BeSafeBeeHoney: Beekeeping Products Valorisation and Biomonitoring for the Safety of Bees and Honey”, centrada na saúde das abelhas melíferas e no apoio a uma apicultura sustentável. Esta ação terá a duração de quatro anos.

Sara Leston, investigadora do Centro de Ecologia Funcional (CFE) do Departamento de Ciências da Vida (DCV), é a representante científica e membro do Comité de Gestão nacional desta ação, que representa uma rede promissora de investigação interdisciplinar que junta diversos investigadores e empreendedores.

«Com uma abordagem claramente multidisciplinar, o projeto “BeSafeBeeHoney” reúne conhecimentos científicos em diversas áreas, para que a produção e transferência de evidências científicas inovadoras sejam capazes de defender a saúde das abelhas e apoiar uma apicultura sustentável num contexto de alterações climáticas», revela Sara Leston.

«A ação centra-se também na recuperação e valorização dos produtos derivados do mel das colmeias e na sua utilização para proporcionar novas oportunidades de mercado sustentáveis e económicas. Em conformidade com os princípios das ações do COST, o projeto irá ainda ao encontro da igualdade de género, da capacitação das mulheres e da inclusão, uma vez que mais de metade dos membros da equipa do projeto são mulheres, jovens investigadores e investigadores de diversos países com objetivos de inclusão», explica a representante do projeto.

Para além disso, a ação “BeSafeBeeHoney” pretende assegurar a realização da estratégia “Do prado ao prato”, que deve garantir um sistema alimentar justo, saudável e respeitador do ambiente, e, simultaneamente, a subsistência dos agricultores. «A estratégia abrangerá toda a cadeia de abastecimento do mel e dos seus produtos, enquadrada na Estratégia de Biodiversidade, que visa proteger a natureza, inverter a degradação dos ecossistemas e travar a perda de abelhas; e na Estratégia de Economia Circular, que inclui todas as medidas que promovem processos circulares e garantem a redução de resíduos», conclui.

A “BeSafeBeeHoney” vai além das colaborações científicas tradicionais, reunindo investigadores e intervenientes não científicos e tem vindo a crescer desde a sua aprovação, contando já com 53 membros no Comité de Gestão e um total de 270 participantes de universidades, centros de Investigação e Desenvolvimento (I&D), organizações governamentais/ intergovernamentais, Organização Não Governamentais (ONGs) e Pequenas e Médias Empresas (PMEs), distribuídos por 41 países dentro e fora da União Europeia (UE).

 

Mais informações sobre esta ação estão disponíveis aqui.

Estudo internacional evidencia que a melhoria da qualidade ecológica dos rios pode não se refletir na recuperação da biodiversidade

Um estudo internacional com a participação de Maria João Feio, investigadora do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), publicado na Nature Ecology & Evolution, concluiu que o progresso observado na qualidade ecológica de alguns rios europeus, entre 1990 e 2010, não se reflete consistentemente na melhoria da biodiversidade, medida pela riqueza das espécies.

«A riqueza de espécies é uma métrica que, em geral, traduz impactos antropogénicos dos rios. No entanto, à escala europeia, observamos respostas mistas, como situações em que o aumento da riqueza não se traduz necessariamente numa melhor qualidade ecológica», explica Maria João Feio, coautora do estudo, revelando que «tal pode acontecer quando há, por exemplo, um aumento de espécies tolerantes e também de espécies não nativas, que levam a um aumento da riqueza, mas refletem degradação antropogénica».

Por esta razão, a também docente do Departamento de Ciências da Vida (DCV) da FCTUC, considera «necessário investir numa monitorização regular e padronizada das comunidades aquáticas dos rios (bioindicadores), por peritos, que contemple uma boa identificação das espécies de invertebrados, a análise detalhada de um grande conjunto de métricas e aspetos da composição das comunidades, abundâncias de cada espécie, assim como as suas funções no ecossistema, para que mais tarde, seja possível examinar de forma efetiva como evoluíram as comunidades em função dos efeitos das alterações antropogénicas, climáticas ou medidas de recuperação».

Nesta investigação, após a organização de uma base de dados comum à escala europeia, foram analisadas 1365 comunidades de invertebrados aquáticos de mais de duas dezenas de países europeus.

«Estudámos a evolução das alterações antropogénicas ao longo do tempo, usando diferentes métricas, que são normalmente utilizadas para avaliar a biodiversidade e a qualidade ecológica dos rios, nomeadamente a abundância, riqueza de taxa (ou espécies), equitabilidade ou composição das comunidades e índices de qualidade biológica (Rácios de Qualidade Ecológica), estes últimos padronizados na Comunidade Europeia e usados pelas agências oficiais do ambiente e água na monitorização dos rios», conclui a investigadora do MARE.

Artigo científico está disponível aqui.

 

 

Vaga de furtos de Postos de Transformação Elétrica nas explorações agrícolas

Prejuízos ascendem a mais de um milhão de euros irrecuperáveis

 CAP exige que Estado reforce a vigilância no Mundo Rural, a fiscalização junto de recetores e aumente a moldura penal para estes crimes.

 A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) tem vindo a receber das suas associadas, ao longo dos últimos meses, sobretudo nas últimas semanas, informações preocupantes sobre uma vaga de furtos de postos de transformação de eletricidade em propriedades situadas especialmente nas regiões do Ribatejo e do Alentejo. Os roubos têm como objetivo a retirada de cobre existente nestes equipamentos para posterior revenda. Este flagelo tem-se intensificado nas últimas semanas, embora só no último ano, de acordo com os registos reportados à CAP, se tenham verificado mais de uma centena de roubos. Feita a estimativa, neste período, os prejuízos ascendem a mais de um milhão de euros.

Os postos de transformação, que servem os sistemas de rega das explorações agrícolas e que são essenciais para o fornecimento de energia às habitações que se localizam nestas propriedades, ficam inutilizados, obrigando a que os custos de reparação tenham de ser totalmente suportados pelos agricultores, o que resulta em graves prejuízos para a sua atividade. Devido à enorme frequência destes furtos, as companhias de seguros não aceitam segurar os postos de transformação, incorrendo os agricultores, por conseguinte, em caso de roubo, numa perda total do valor investido. De referir que, para além deste prejuízo, há ainda que ter em consideração as avultadas perdas que decorrem da impossibilidade de rega das culturas enquanto o equipamento não é substituído.

Para a resolução deste problema, a CAP exige uma ação empenhada e coordenada do Estado, que deve ter lugar a três níveis:

  • Aumentar a vigilância e a presença das forças de segurança no Mundo Rural;
  • Reforçar a fiscalização junto de recetores e criando mecanismos que permitam rastrear a venda deste material roubado que alimenta o comércio paralelo e cujos proveitos alimentam outros negócios ilícitos;
  • Agravar a moldura penal para estes crimes, eliminando a impunidade que existe atualmente.

uma ação concertada entre as autoridades e as organizações de agricultores poderá garantir a segurança do Mundo Rural, fator determinante para o desenvolvimento das atividades agrícolas e para a permanência das populações.

Exibição CAP&ART vai ser itinerante no norte de Portugal 

 

Exibição CAP&ART vai ser itinerante no norte de Portugal

No âmbito do projeto FUTURAGRI e numa colaboração entre a INOVA+ e a S.P.O.T, está a ser preparada uma exposição itinerante que liga agricultura, cultura e arte. Três artistas de áreas diferentes estão a criar obras em vários formatos (pintura, escultura, fotografia, cerâmica, arte digital…), refletindo interpretações artísticas sobre três estratégias europeias fundamentais ligadas à Política Agrícola Comum (PAC):

Os Municípios de Braga e Matosinhos aliaram-se ao projeto FUTURAGRI e aceitaram o desafio de acolher a exposição CAP&ART nos espaços dos Mercados Municipais, durante o mês de maio. A exibição, aberta ao público, vai também ser apresentada no Programa Planeta Verde, do Porto Canal, durante o mês de Junho. Ao longo de três episódios, serão aprofundadas as perspetivas dos artistas e ações de diferentes agentes (incluindo investigadores e entidades dos Municípios envolvidos), relevantes no âmbito das várias estratégias.

Espera-se com estas atividades promover uma partilha interdisciplinar e evidenciar o contributo da PAC, no seu alinhamento com as estratégias, para um desenvolvimento sustentável.

Para saber mais sobre o projeto FUTURAGRI e estar a par de eventos futuros, fique atento(a) às nossas redes sociais e ao nosso website.

Inscrições abertas para os webinars de Biodiversidade Funcional da Food4Sustainability

Em março, o Food4Sustainability apresenta o ciclo de webinars em Biodiversidade Funcional.

O F4S Academy, em conjunto com o programa Grow, traz até si durante o mês de março, um novo ciclo de webinars dedicado à Biodiversidade Funcional. Três sessões de debate e partilha de conhecimento, sobre a biodiversidade ao serviço do agricultor, de forma gratuita e prática.

No dia 7 de março, o ciclo inicia-se com uma sessão introdutória, abordando conceitos, definições e exemplos de biodiversidade funcional. Dia 14, serão discutidos indicadores de biodiversidade, bem como, respetivas ferramentas de monotorização. Por último, a 21 de março, será debatido o impacto da perda de biodiversidade no setor agro-alimentar.

Pode saber mais sobre o programa aqui.

Marque no seu calendário e garanta uma vaga nestas sessões, através deste link. Faça parte destas discussões que pretendem envolver académicos, produtores, consumidores e todos aqueles comprometidos com um futuro mais sustentável.

Durante o mês de fevereiro, o Food4Sustainabilty realizou três webinars em Gestão da Água. Estes webinars contaram com a presença de mais de 200 participantes e 9 oradores, que discutiram conceitos, exemplos práticos e tecnologias sobre a gestão da água. Recorde estes webinars aqui.

Junte-se ao Food4Sustainability Academy para mais um Ciclo de Webinars.

 

 

 

Como melhorar um solo arenoso: saiba quais os ajustes a fazer

Enfrentar desafios na agricultura é uma constante quase diária, especialmente quando nos deparamos com um solo arenoso com pouca capacidade de retenção de água e nutrientes.. Nesta complexa matriz, a rápida percolação da água/pouco poder de retenção de água e a escassez de nutrientes vitais para o crescimento vegetal tornam-se obstáculos significativos para as suas culturas. Contudo, longe de desanimar, existem aspetos mais  técnicos que partilharei neste artigo que podem transformar eficazmente este solo mais pobre e arenoso num substrato fértil, capaz de sustentar uma boa diversidade de culturas. Neste artigo, vamos aprofundar-nos as características de um solo arenoso e como trabalhá-lo melhor para garantir uma melhor produção.  Mas afinal o que é um solo arenoso? 

O que é um solo arenoso?

O solo arenoso é um tipo de solo caracterizado pela predominância de partículas de areia na sua composição. Estas partículas resultam do processo de desgaste e fragmentação de rochas como calcário, granito e quartzo. A textura granular do solo arenoso confere-lhe uma sensação áspera ao toque. Vamos explorar as suas características, desafios e estratégias para melhorá-lo.

Características do Solo Arenoso:

  1. Textura Granular: A principal característica do solo arenoso é a sua textura granular, resultado do desgaste e fragmentação de rochas como calcário, granito e quartzo ao longo do tempo. Estas partículas de areia conferem ao solo uma sensação áspera ao toque.
  2. Drenagem Rápida: Devido à sua granulação, o solo arenoso possui uma drenagem rápida. Isto significa que a água tende a infiltrar-se rapidamente, evitando a acumulação excessiva. No entanto, esta característica também resulta na rápida perda de nutrientes e na necessidade de rega frequente.
  3. Baixa Retenção de Nutrientes: As partículas de areia não retêm bem os nutrientes essenciais para o crescimento das plantas. Isto pode criar um desafio para as plantas, que precisam destes nutrientes para prosperar.
  4. Bom arejamento: A granulometria do solo arenoso proporciona um bom arejamento, permitindo a circulação eficiente de ar e facilitando o desenvolvimento das raízes das plantas.

Principais desafios deste tipo de solo:

  1. Perda Rápida de Nutrientes: A rápida drenagem do solo arenoso contribui para a rápida perda de nutrientes, exigindo uma abordagem cuidadosa para a fertilização.
  2. Necessidade de rega Frequente: A baixa capacidade de retenção de água requer uma rega mais frequente para manter as plantas bem hidratadas.
  3. Desafios na Retenção de Nutrientes: A falta de retenção de nutrientes pode limitar o crescimento e desenvolvimento das plantas.

caracteristicas solo arenoso

Como identificar um solo arenoso?

Identificar um solo arenoso é uma tarefa relativamente simples, visto que este apresenta características distintas que o tornam facilmente reconhecível. Eis algumas formas práticas de identificar se lidamos com solo arenoso:

  1. Textura ao Toque: O solo arenoso é notoriamente granulado e áspero ao toque. Ao esfregar um pouco de solo entre os dedos, sentir-se-ão pequenas partículas de areia, proporcionando uma sensação distintiva.
  2. Cor e Aspeto: O solo arenoso pode variar em cor, mas frequentemente apresenta uma tonalidade mais clara, como tons de castanho claro ou amarelado. Além disso, a presença visível de pequenas partículas de areia contribui para o seu aspeto distintivo.
  3. Infiltração Rápida de Água: Despeje água sobre uma área do solo e observe como é absorvida. O solo arenoso permite uma rápida infiltração de água devido à sua estrutura porosa, resultante das partículas de areia.
  4. Ausência de Formação de Torrões: Ao contrário de solos mais argilosos, o solo arenoso tende a não formar torrões coesos quando está húmido. Em vez disso, permanece solto e granulado.
  5. Sedimentação Rápida: Se misturarmos uma amostra de solo com água num recipiente transparente e agitarmos, notaremos uma rápida sedimentação das partículas de areia no fundo, indicando a predominância desse componente.
  6. Presença de Pedregulhos: Solos arenosos podem conter pequenos pedregulhos ou fragmentos de rochas, adicionando outra camada à sua composição.

É importante lembrar que estes métodos são indicativos e podem variar, sendo sempre recomendável considerar múltiplos sinais para uma identificação mais precisa. Identificar corretamente o tipo de solo é crucial para adotar práticas agrícolas e de jardinagem adequadas. Na dúvida, envie as suas amostras de solo para um laboratório que terá a certeza após saírem os resultados qual a textura correta do seu solo.

horta solo arenoso

Como melhorar um solo arenoso? Algumas dicas essenciais

Saiba que se pretende melhorar um solo arenoso esta tarefa pode ser desafiadora, mas algumas estratégias eficazes podem transformar as suas propriedades e torná-lo mais adequado para o cultivo. Abaixo partilho algumas das principais estratégias para melhorar um solo arenoso.

1-Incorporar materiais orgânicos no solo

Um solo arenoso carece de compostos orgânicos, sendo crucial corrigir esta condição para otimizar as suas propriedades. A abordagem mais eficaz consiste na incorporação de composto ou estrume compostado, ambos ricos em matéria orgânica essencial.

O composto, caracterizado pela sua tonalidade escura, textura granulada e aderência, destaca-se pela capacidade de reter água, proporcionando um ambiente propício para o desenvolvimento das plantas. Além disso, a sua composição inclui nutrientes vitais, libertados gradualmente durante o processo de decomposição.

Para complementar essa correção orgânica, a introdução de turfa, fibra de coco ou vermiculite pode melhorar a retenção de água deste tipo de solos, embora não contribuam significativamente para o aporte nutricional.

Recomenda-se aplicar uma camada de 7 a 10 centímetros de composto ou estrume sobre a superfície dos canteiros e jardins, integrando-o cuidadosamente ao solo mais arenoso. Este procedimento vai promover uma melhoria substancial na estrutura e fertilidade do solo, criando condições mais favoráveis ao desenvolvimento saudável das plantas.

2- Adição de mulching ao solo

A incorporação de mulching num solo arenoso pode trazer melhorias substanciais, proporcionando benefícios significativos para este tipo específico de solo. Aqui estão algumas formas em que o  mulching pode melhorar um solo arenoso:

  1. Retenção de Humidade: os solos arenosos têm uma capacidade limitada de reter água devido à sua textura solta. O mulching forma uma barreira na superfície do solo, reduzindo a evaporação e ajuda a reter a humidade. Isto é crucial para garantir que as plantas tenham acesso constante à água, mesmo em condições de clima seco.
  2. Controlo de Temperatura: O mulching atua como um isolante, protegendo o solo contra extremos de temperatura. Em solos arenosos, onde a temperatura pode variar mais rapidamente, o mulch ajuda a manter condições mais estáveis, beneficiando as raízes das plantas.
  3. Prevenção de Erosão: Solos arenosos são propensos à erosão devido à sua textura leve. O mulching cria uma cobertura protetora que impede a remoção das camadas superiores do solo pelo vento ou pela água da chuva, contribuindo para a conservação do solo.
  4. Adição de Matéria Orgânica: Se o mulching for composto por materiais orgânicos, como palha, casca ou composto, à medida que se decompõe, adiciona matéria orgânica valiosa ao solo arenoso. Isto melhora a estrutura do solo, fornecendo nutrientes essenciais para o crescimento das plantas.
  5. Controlo de Plantas infestantes: O mulching cria uma barreira física que dificulta o crescimento destas plantas daninhas. Isto reduz a competição por nutrientes e água, permitindo que as plantas cultivadas prosperem sem a interferência de plantas indesejadas.

Ao escolher o tipo adequado de mulch e aplicá-lo corretamente, os agricultores e jardineiros podem transformar as limitações do solo arenoso, criando um ambiente mais propício para o sucesso produtivo do seu espaço de produção.

solo arenoso como identificar

3-Cultive Plantas de Cobertura

Cultivar plantas de cobertura é uma estratégia eficaz para enriquecer um solo arenoso com matéria orgânica essencial. Optar por leguminosas, como feijões e ervilhas, durante os períodos de descanso da área de cultivo principal pode resultar numa adição significativa de matéria orgânica ao solo. Quando essas plantas são cortadas, deixadas no local e permitidas a decompor-se, contribuem para a melhoria contínua da qualidade do solo.

Além de fornecer matéria orgânica valiosa, o cultivo de plantas de cobertura traz consigo uma série de benefícios adicionais. Entre eles, destaca-se a capacidade aprimorada do solo em reter água, fundamental em solos arenosos que têm uma propensão natural para a rápida drenagem. Essas plantas também ajudam a reduzir o crescimento de ervas daninhas, agindo como uma cobertura natural que impede o desenvolvimento dessas plantas indesejadas.

Outro benefício notável é a prevenção da compactação do solo. As raízes das plantas de cobertura penetram no solo, criando canais que facilitam a circulação de ar e água. Isso é particularmente importante em solos arenosos, onde a compactação pode ser um desafio.

Quais os cuidados de adubação que devo ter com um solo arenoso?

Cuidados Adequados com a Adubação em Solos Arenosos: Dicas Importantes

Manter um solo saudável e bem nutrido é crucial para o sucesso de qualquer cultivo, e os solos arenosos, em particular, requerem atenção especial devido à sua capacidade reduzida de reter nutrientes. Aqui estão algumas diretrizes essenciais para a adubação adequada em solos arenosos:

  1. Escolha de Fertilizantes Adequados: Todos os tipos de solo beneficiam-se da aplicação regular de fertilizantes, mas em solos arenosos, a escolha dos fertilizantes é ainda mais crucial devido à sua baixa capacidade de retenção de nutrientes. Opta por fertilizantes granulados de libertação lenta, pois proporcionam uma libertação gradual e contínua de nutrientes ao longo do tempo, garantindo um fornecimento constante para as plantas.
  2. Incorporação Antes do Plantio: Antes de iniciar o cultivo, mistura cuidadosamente o fertilizante granulado no solo. Isso garante uma distribuição uniforme dos nutrientes, preparando o solo para receber as plantas de maneira equilibrada.
  3. Aplicação durante o Crescimento: Durante o ciclo de crescimento das plantas, é crucial fornecer nutrientes adicionais para atender às suas necessidades em evolução. Aplica fertilizantes na superfície do solo, distribuindo-os uniformemente ao redor das plantas. Faz uma leve mistura para incorporar os nutrientes à camada superficial do solo, onde as raízes podem facilmente acessá-los.
  4. Monitorização e Ajustes: Esteja atento às necessidades específicas das plantas em crescimento e monitora regularmente os níveis de nutrientes no solo. Se necessário, faça ajustes na frequência ou na quantidade de fertilizantes aplicados, garantindo um fornecimento adequado durante todo o ciclo de vida das plantas.

solo arenoso

Como regar um solo arenoso?

A gestão adequada da rega em solos arenosos é crucial devido à sua rápida drenagem e menor capacidade de retenção de água. Aqui estão algumas estratégias para garantir que as plantas recebam a quantidade adequada de água:

  1. Rega Frequente: Devido à natureza permeável do solo arenoso, a necessidade de rega frequente é evidente. A água é drenada rapidamente, deixando as plantas suscetíveis à desidratação. Monitorize regularmente a humidade do solo e ajuste a frequência de irrigação conforme necessário para atender às demandas das plantas.
  2. Uso de Mulch: Aplicar uma camada espessa de mulch na superfície do solo é uma prática eficaz. O mulch reduz a evaporação da água, ajudando a manter a humidade no solo por mais tempo. Além disso, o mulch contribui para a proteção das raízes contra temperaturas extremas e auxilia na prevenção do crescimento de plantas infestantes.
  3. Incorporação de Materiais que retêm  Água: Para melhorar a capacidade de retenção de água, considera a incorporação de turfa ou fibra de coco ao solo. Estes materiais ajudam a reter a humidade, proporcionando um ambiente mais propício ao desenvolvimento das plantas.
  4. Técnica de Rega Adequada: Quando o solo estiver completamente seco, realiza uma pré-humidificação rápida para facilitar a penetração da água nas partículas de areia. Em seguida, realiza uma rega lenta e profunda utilizando uma mangueira,por exemplo. Isto garante que a água seja distribuída uniformemente e atinja as camadas mais profundas1 do solo.

Ao implementar essas estratégias, é possível superar os desafios associados à rega em solos arenosos, proporcionando um ambiente hídrico equilibrado e favorecendo o crescimento saudável das plantas.

 Quais as melhores culturas para produzir num solo arenoso?

Apesar dos desafios apresentados pelo solo arenoso referidos neste artigo, é crucial reconhecer que este tipo de solo pode ser um ambiente favorável para o crescimento de várias plantas. Ao escolher as culturas certas, é possível transformar o solo arenoso numa vantagem para o seu local produtivo.  Aqui estão algumas opções recomendadas:

  1. Hortícolas de Raiz:
    • Cenouras, Beterrabas e Nabos: Estas culturas desenvolvem bem em solos arenosos devido à facilidade de penetração das suas raízes neste tipo de solo. A textura solta permite que estas culturas se desenvolvam de maneira saudável.
  2. Aliáceas:
    • Alho, Cebola e Alho-porro: Plantas do género Allium, conhecidas pelo seu sabor característico, preferem solos leves e arenosos. Estas culturas beneficiam da boa drenagem e arejamento proporcionadas pelo solo arenoso.
  3. Ervas e Especiarias:
    • Orégão, Alecrim e Outras: Muitas ervas e especiarias, como o orégão e o alecrim, prosperam em solos arenosos. A natureza leve do solo permite o desenvolvimento saudável destas plantas, resultando em ervas de alta qualidade para uso culinário.

Em suma…

O solo arenoso não deve ser encarado como uma desvantagem na hora de cultivar. Pelo contrário, a textura leve e solta deste solo é preferida por várias plantas.

No entanto, é possível aprimorar ainda mais as suas características para torná-lo mais produtivo. Investir tempo e esforço na melhoria do solo não apenas superará os desafios, mas também resultará em colheitas mais robustas e num jardim mais próspero. Ao escolher sabiamente as culturas e implementar práticas de cultivo adequadas, transformar um solo arenoso numa valiosa mais-valia torna-se uma realidade alcançável para qualquer jardineiro comprometido.

 

O que deves ter em conta antes de comprar um estufa doméstica

Para quem gosta de ter o seu próprio espaço de cultivo, ter uma pequena estufa doméstica é talvez das maiores ambições. Essas estruturas abrem as portas a um vasto universo de possibilidades de cultivo e revelam-se como aliadas fundamentais para aqueles que enfrentam desafios climáticos mais rigorosos e querem ter mais possibilidades de cultivo. Desde a criação das condições ideias para plantas mais tropicais até à facilitação do processo de germinação de sementes, as estufas destacam-se como peças centrais em espaços de cultivo de sonho. Neste artigo, exploraremos alguns tópicos cruciais que todo o pequeno agricultor deve considerar antes de se aventurar a comprar uma estufa.Se sempre desejou ter uma estufa ou está a ponderar dar este passo, há várias considerações essenciais a ter em mente antes de iniciar o processo. Vou partilhar consigo neste artigo algumas considerações essenciais.

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O Que É Uma Estufa?

Uma estufa é como uma casa para as plantas, onde a temperatura e o ambiente são controlados. Isto permite que agricultores e jardineiros cultivem plantas mais sensíveis sem se preocupar com temperaturas extremas, seja muito frio ou demasiado calor. Estas construções costumam ser feitas com estruturas de metal ou madeira cobertas com plástico, embora o vidro seja uma opção mais sustentável. Ao deixar a luz do sol entrar e manter o calor, as estufas criam um lugar ideal para as plantas crescerem, mesmo nos meses mais frios.

Comprar uma estufa e garantir a produção de alimentos durante todo o ano

Além de ajudarem no crescimento de plantas mais delicadas e prolongarem a época de cultivo, as estufas são cada vez mais importantes na agricultura atual. Estas, permitem criar condições perfeitas para cultivar alimentos fora das épocas normais, o que é essencial para garantir alimentação suficiente. Ao ter um ambiente controlado, as estufas possibilitam que se cultivem hortícolas e frutas o ano inteiro, mantendo um fornecimento constante de alimentos. Isto é crucial quando pensamos em formas sustentáveis de produção, onde cultivar localmente e reduzir a dependência das estações tradicionais tornam-se cada vez mais importantes para garantir a comida que chega até à nossa mesa.

Benefícios que pode ter acesso ao comprar uma estufa

Ter uma estufa vai para além da regulação dos fatores climáticos, oferece uma série de vantagens que revolucionam a prática da jardinagem e o cultivo de plantas. Vou aprofundar abaixo os motivos pelos quais ter uma estufa pode ser um aliado para quer gostar e quer produzir em condições mais alargadas.

1-Proteção e Prolongamento do ciclo de vida das plantas

Nas regiões mais frias, a estação de crescimento das culturas pode ser notavelmente mais curta, limitando as opções de cultivo com base nas temperaturas locais. A estufa surge como uma solução que ultrapassa as restrições sazonais. Ao criar um ambiente protegido numa estufa, não só prolonga a época de crescimento das culturas, mas também fornece uma proteção extra contra descidas abruptas de temperatura. Isto significa que as plantas que preferem climas mais quentes podem prosperar mesmo em ambientes mais frios, oferecendo uma gama mais alargada de opções de cultivo aos agricultores. Adicionalmente, a capacidade de cultivar fora da estação convencional ou movimentar plantas para dentro e fora da estufa proporciona uma flexibilidade única a quem gosta de produzir em diferentes condições.

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2-Saúde e Vitalidade das Plantas

Não se trata apenas de quantidade, mas também de qualidade. As plantas cultivadas numa estufa exibem frequentemente um crescimento mais robusto e saudável quando comparadas com as cultivadas ao ar livre. O ambiente controlado, com uma exposição consistente à luz solar e uma temperatura estável, cria condições ideais para uma floração vigorosa das plantas. Além disso, o aumento nas taxas de germinação ao fazer esta etapa em estufas  é notável. Isto não só poupa tempo, mas resulta também em plantas mais resistentes desde o início do seu ciclo, promovendo uma colheita mais bem-sucedida.

3- A estética

Não podemos subestimar o poder estético de uma estufa bem concebida e repleta de plantas bonitas e a produzir bem. Durante os meses mais frios, quando o restante do jardim pode entrar em pausa, a estufa destaca-se como uma peça central deslumbrante. O verde exuberante contrasta com o cenário mais frio, transformando a estufa não apenas num espaço funcional, mas também num ponto focal visual. Com um design meticuloso e uma localização estratégica, a estufa não é apenas um espaço de cultivo, mas também um refúgio ao ar livre encantador em todas as estações do ano.

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4-Experiências e Diversidade de Cultivo

Uma estufa proporciona um terreno fértil para a experimentação e diversificação das suas escolhas de cultivo. Se sempre sonhou em cultivar plantas exóticas ou aquelas plantas que não se adaptam ao clima local, a estufa é o ambiente ideal para realizar esses “testes”. Especialmente adequada para o cultivo de plantas tropicais, comprar uma estufa oferece a oportunidade de explorar uma gama mais ampla de cultivos, adicionando mais riqueza ao seu jardim. Dessa forma, a estufa não é apenas um local de cultivo, oferecendo muitas hipóteses para se aventurar a cultivar.

5-Sustentabilidade e Abordagem Ambiental

Ao cultivar plantas de forma mais eficiente e prolongada, a estufa contribui para uma abordagem mais sustentável da jardinagem e produção de alimentos. A capacidade de controlar fatores como a rega e a utilização de recursos hídricos pode originar uma gestão mais eficaz e ecológica dos recursos disponíveis. Além disso, ao permitir a produção contínua de alimentos, a estufa ajuda a reduzir a pegada ambiental associada ao transporte de produtos durante as épocas fora de estação. Integrar práticas sustentáveis na jardinagem e agricultura é crucial para preservar o meio ambiente, e a estufa pode desempenhar um papel significativo nesse sentido.

Fatores a ter em conta antes de comprar estufa doméstica

1-Escolha corretamente a localização da estufa: leve em consideração as condições de iluminação, acessibilidade, exposição solar, entre outros. A instalação de uma estufa perto da sua casa facilitará o acesso e garantirá que seja utilizada de maneira eficaz.

2-Construa uma Base Sólida antes de instalar a estufa: evite problemas estruturais e invista numa base adequada antes de instalar a sua estufa. A instalação direta no solo sem qualquer tipo de base não é aconselhável devido ao peso da estufa. Não se esqueça de nivelar o solo e construir uma base de madeira ou tijolos para garantir maior estabilidade a longo prazo.

3-Customização do Espaço: Personalize o interior da estufa de acordo com o seu propósito, seja para germinar sementes, criar bancadas para envasamento ou deixar espaço livre para o crescimento e desenvolvimente de algumas culturas mais sensiveis ao clima. Considere adicionar eletricidade, pontos de água e iluminação para atender a possíveis necessidades específicas.

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4-Controlo de Temperatura é Fundamental: as estufas costumam a reter o calor eficientemente, mas é importante controlar a temperatura. Instale um termómetro, use aberturas para libertar calor em excesso e, se possível, adicione um sistema de ventilação para evitar temperaturas extremas, especialmente durante o verão.

5-Expansão das suas possibilidades de cultivo: utilize uma estufa para cultivar plantas mais exigentes em termos de temperatura como as tropicais que não prosperariam no clima exterior. Experimente variedades raras e delicadas, ampliando assim as suas opções de cultivo.

6-Experimente melhorar as suas sementeiras com as estufas:  estas estruturas são ótimas para germinar sementes devido ao aumento de calor e humidade, favorecendo a germinação e o crescimento das raízes. Aumentar o ciclo de cultivo ao semear precocemente em estufa pode fazer uma grande diferença.

7- O preço: apesar de parecerem estruturas caras, há opções acessíveis, mesmo para espaços menores. Empresas especializadas na venda deste  tipo de estruturas oferecem soluções que se encaixam em diversos orçamentos, permitindo que o sonho de ter uma estufa seja alcançado sem gastar muito dinheiro.

8-Escolha do Material da Cobertura: A escolha do material para a cobertura da estufa é crucial. Vidro, policarbonato e plástico são opções comuns. O vidro proporciona uma excelente transmissão de luz, mas pode ser pesado e partir com maior probabilidade. O policarbonato é durável e isolante, enquanto o plástico é mais acessível. Considere a durabilidade, eficiência térmica e custo ao escolher o material para a cobertura da sua estufa.

9-Ventilação Adequada: Além de aberturas para controlar a temperatura, planeie uma boa ventilação na sua estufa. A circulação adequada de ar é essencial para evitar problemas como humidade e doenças nas plantas. Janelas ajustáveis, aberturas automáticas e ventoinhas são opções a serem consideradas.

10-Sistema de rega: Pense em como poderá fornecer água às suas plantas de maneira eficiente. Sistemas de rega gota a gota ou outro tipo de rega com temporizadores podem facilitar a rega regular, garantindo que suas as plantas recebam a quantidade certa de água.

11-Proteção contra pragas: As estufas podem atrair pragas. Implemente medidas de proteção, como telas ou redes, para evitar a entrada de insetos e pequenos animais. Isto é particularmente importante se estiver a cultivar plantas que são suscetíveis a danos causados por pragas.

12-Manutenção Regular: Uma estufa requer manutenção regular para garantir seu funcionamento eficaz. Verifique regularmente possíveis danos ou problemas estruturais. Limpe as superfícies para garantir que a luz do sol atinja suas plantas de maneira otimizada.

13- Avalie o Espaço Disponível: Antes de comprar uma estufa, avalie o espaço disponível no seu jardim. Certifique-se de que a estufa escolhida se encaixa adequadamente, levando em consideração o tamanho da estrutura e a distância relativamente a outras plantas (para evitar a sombra) ou construções.

Em suma…

Comprar uma estufa não apenas abre as portas para um mundo de possibilidades na jardinagem, mas também oferece uma série de benefícios práticos e estéticos. Ao considerar cuidadosamente o posicionamento, construção sólida, personalização, controlo de temperatura e uma variedade de outros fatores, está a garantir um ambiente propício ao desenvolvimento das suas culturas. Portanto, ao investir na decisão de comprar uma estufa, não está apenas a adquirir uma estrutura, mas também a construir um espaço onde a paixão pela jardinagem pode crescer e prosperar, resultando numa experiência gratificante e repleta de possibilidades.

 

DGAV dá 15 dias aos produtores de leite para comprovarem cumprimento dos Ecoregimes

Fonte: Agricultura e Mar

A Aprolep — Associação dos Produtores de Leite de Portugal manifesta “surpresa e indignação” face ao Ofício Circular N.º 13259/24-E que receberam da DGAV – Direcção Geral de Alimentação e Veterinária no passado dia 1 de Fevereiro, admitindo “sair à rua contra burocracia dos Ecoregimes”.

Numa comunicação de 5 páginas, sob o título “Controlo no âmbito do Ecoregime de Bem Estar Animal – Documentação comprovativa do cumprimento dos compromissos”, “são exigidos, no prazo de 15 dias úteis, um extenso conjunto de documentos, uma lista que os agricultores desconheciam até agora”, refere um comunicado de imprensa da Associação.

E adianta que “este “eco-regime” é relativo ao ano de 2023 e devia ter sido pago no ano de 2023. Trata-se de ajuda entre 20 a 25 euros por “cabeça normal”, valor que serve para alimentar uma vaca leiteira durante três dias”.

“Os agricultores que se candidataram estão já a cumprir um extenso conjunto de exigências e fizeram investimentos para terem as suas empresas agrícolas certificadas em “bem-estar animal”. Essa certificação já foi uma despesa, assumida pelas empresas de lacticínios, cooperativas ou pelos próprios agricultores. Responder a estas exigências implicará mais despesas e pouco fica para o agricultor”, garante a direcção da Aprolep.

Por outro lado, considera que “o sector da produção de leite é um dos sectores da agricultura que terá maior redução das ajudas do “pagamento único” na PAC [Política Agrícola Comum] actualmente em vigor e este e outros “ecoregimes” foram apresentados aos agricultores como forma de mitigar essa redução, uma vez que a Europa já demonstrou ao longo dos anos que não consegue garantir um “preço justo do leite” capaz de cobrir os custos de produção”.

“Foram este tipo de burocracias e regras excessivas que levaram os agricultores para a rua, precisamente desde o dia 1 de Fevereiro, a exigir a simplificação das regras da PAC”. A Aprolep considera que “estas exigências relativas ao ano de 2023 estão fora de prazo e devem ser revogadas. Aguardamos uma resposta urgente por parte da DGAV e do Ministério da Agricultura e admitimos ponderar todas as formas de luta para que os agricultores e produtores de leite sejam tratados com respeito”, realça o mesmo comunicado.